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Pr. Douglas Baptista

Pr. Douglas Baptista

O Pentecostes e os assembleianos

Sab, 12/08/2017 por

Quando o Espírito Santo foi derramado à Igreja por ocasião da Festa do Pentecostes, Pedro reconheceu o acontecido como cumprimento da profecia de Joel, ao afirmar categoricamente: “Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel” (Atos 2.16), para em seguida citar a profecia completa nos versículos 17 a 21.

Pedro também, em sua preleção, compreendeu que a capacitação dada pelo Espírito no Pentecostes confirmava a plenitude e o poder da nova aliança pelos méritos de Jesus Cristo: “Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas. De sorte que, exaltado pela destra de Deus e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis” (Atos 2.32-33).

Percebe-se, igualmente, que o apóstolo entendeu o derramamento do Espírito como característica singular da Nova Aliança cuja distribuição dos dons espirituais seria de maneira ampla – filhos e filhas, jovens e velhos, servos e servas (segundo as palavras do Profeta Joel) – e ainda que continuaria sendo derramado na vida daqueles que cressem em Cristo: “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar” (Atos 2.38-39).

Diante dessa experiência e das constatações apostólicas, os assembleianos creem na contemporaneidade dos dons espirituais “porque a promessa diz respeito a todos e a tantos quantos Deus chamar”. E como o derramamento do Espírito deu-se no Pentecostes, os assembleianos preferem ser reconhecidos como “pentecostais”, e não como “carismáticos”.

Tal predileção pode ser explicada por uma tênue diferença no conceito de ambas as expressões. O termo “carismático”, em sua etimologia, significa que todos os dons são concedidos por Deus segundo a sua vontade. Dessa forma desraigada da crença da contemporaneidade, os dons são sempre carismáticos, ou seja, livremente outorgados. Por outro lado, o entendimento do termo “pentecostal”, entre demais conceitos, é referência àqueles que não apenas reconhecem os dons como dádivas concedidas por Deus, mas também creem em sua contemporaneidade.

Pense nisso!

Douglas Roberto de Almeida Baptista

4 comentários

Sérgio Luís

Pr. Douglas, a paz do Senhor. Nesses dias tão turbulentos, textos com este nos lembram que “Ele estará conosco todos os dias,até a consumação dos séculos." Amém.

Pb . Ronaldo Pereira Pime

Deus abençoe Pastor Douglas, muito bom o comentário, é impossível acreditar que o poder e os dons do Espirito Santo estivessem presentes enquanto os apóstolos estivessem vivos , imagina a igreja desfrutando do poder e dos dons , mas preocupada se o último apóstolo estava vivo , se não deveriam interromper a manifestação do Espirito, é o cessacionismo incrédulo e sem poder procurando adeptos, Deus continue abençoando!

Antônio Barbosa Ramos

Apaz do senhor meu amado pastor. Muito boa esta explicação que Deus abençoe grandemente o Sr.

benedito

COM CERTEZA O ESPÍRITO CONTINUA OPERANDO, É PROMESSA DE JESUS! E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós. João 14:16,17

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Perfil

Douglas Baptista é pastor, líder da Assembleia de Deus de Missão do Distrito Federal, doutor em Teologia Sistemática, mestre em Teologia do Novo Testamento, pós-graduado em Docência do Ensino Superior e Bibliologia, e licenciado em Educação Religiosa e Filosofia; presidente da Sociedade Brasileira de Teologia Cristã Evangélica, do Conselho de Educação e Cultura da CGADB e da Ordem dos Capelães Evangélicos do Brasil; e segundo-vice-presidente da Convenção dos Ministros Evangélicos das ADs de Brasília e Goiás, além de diretor geral do Instituto Brasileiro de Teologia e Ciências Humanas.

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