Colunistas

Pr. Douglas Baptista

Pr. Douglas Baptista

O pecado de adulterio e o ministerio pastoral

Ter, 29/03/2016 por

 

Em 1ª Timóteo 3.2-7, Paulo enumera as qualificações imprescindíveis para o exercício do ministério pastoral. A lista é estruturada por aquilo que é chamado de “inclusio” (dispositivo literário em forma de parêntesis). O primeiro requisito (verso 2a) é que o ministro seja “irrepreensível”; o último (verso 7) que tenha “bom testemunho dos que estão de fora”. Em consequência os requisitos para o ministério exigem no todo que o candidato esteja acima de qualquer repreensão. A não observância de quaisquer requisitos o desqualifica para a função.

Assim, o ministro deve ser “irrepreensível” também no casamento. Não deve ser alvo de reprovação da sociedade ou da comunidade cristã em seu relacionamento conjugal. Sua conduta matrimonial não pode macular a reputação da igreja.

Muitos debates têm surgido acerca do significado da expressão paulina “marido de uma mulher” (1Tm 3.2b) que também pode ser traduzida como “homem de uma única mulher”. Os questionamentos giram em torno de uma possível alusão apostólica desfavorável a poligamia, ao concubinato, ao divórcio ou infidelidade no casamento. Vamos então aos argumentos prós e contras a estas interpretações:

A poligamia, embora praticada, era contrária a lei romana. E entre os judeus a monogamia era a regra mais aceita. O concubinado, apesar de ser o único meio dos soldados viverem maritalmente, não era prática habitual fora do Exército. O divórcio, ainda que socialmente aceito de modo trivial entre judeus e pagãos, no cristianismo primitivo só era tolerado em casos de fornicação (Mt 19.9) ou de abandono do lar (1Co 7.15). A infidelidade matrimonial, por sua vez, era conduta condenada e desprezível, tanto no judaísmo quanto no cristianismo incipiente (Êx 20.14; Mt 5.27,28).

Mercê das evidências do ambiente cultural à época, em que a sociedade cristã e pagã não via com bons olhos apoligamia e nem o concubinato, conclui-se, então, que, embora não excluídos, não são a poligamia e o concubinato o foco principal da instrução de Paulo em análise. Resta então saber se é o novo casamento após o divórcio ou a infidelidade conjugal que desqualifica candidatos para o ministério pastoral. O texto bíblico permite as duas possibilidades. O candidato divorciado e aquele que, enquanto casado, tenha praticado adultério. Os candidatos que tenham incorrido na prática de um destes casos, não preenchem o requisito bíblico de “homem de uma única mulher” e portanto estão inabilitados para o exercício do ministério pastoral.

Certamente que os envolvidos em quaisquer dessas situações, ao confessarem e abandonarem o pecado, receberão o perdão de Deus. Contudo há de se fazer uma diferença entre ser perdoado e ser qualificado para o ministério. Se o adultério tenha ocorrido antes da conversão “Deus não levará em conta o tempo da ignorância” (At 17.30). Porém, se o adultério tenha sido cometido após a conversão, como pecador arrependido recebe perdão, mas como candidato ao ministério torna-se incapacitado.

A culpa na dissolução do casamento não se harmoniza com a retórica paulina: “Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?” (1Tm 3.5). De outro lado, a prática “do pecado contra o próprio corpo, que é templo do Espírito Santo” (1Co 6.18,19), imprime no transgressor uma “mancha moral” inconciliável para o exercício pastoral. Salomão asseverou que a vergonha e a infâmia da infidelidade acompanharão o adúltero pela vida inteira: Mas o que adultera com uma mulher é falto de entendimento; aquele que faz isso destrói a sua alma. Achará castigo e vilipêndio, e o seu opróbrio nunca se apagará” (Pv 6.32.33).

Tenho discutido esta exigência paulina no meio acadêmico com teólogos renomados, nos cursos preparatórios de aspirantes ao ministério e no meio eclesiástico com ministros ordenados. Os debates têm sido calorosos. Uns contra e outros favoráveis a posição aqui defendida.

Confesso que como cristão gostaria que fosse possível à restauração ao ministério pastoral do obreiro em falta neste quesito (pecado de adultério e divórcio trivial). Porém como intérprete comprometido com as Escrituras discordo que homens adúlteros permaneçam no exercício pastoral. Sou convicto que a interpretação bíblica exclui do ministério pastoral aqueles que se envolvem com o divórcio trivial e o adultério. Ainda não fui persuadido do contrário. Os que não concordam com esta posição aqui defendida, apresentam diversas conjecturas, opiniões pessoais e ainda a “práxis” da igreja contemporânea. Porém, tais conjecturas são biblicamente refutadas: “o Ministro deve ser irrepreensível e com bom testemunho dos que estão do lado de fora da Igreja” (1Tm 3.2,7).

Reflita sobre isso!

Douglas Roberto de Almeida Baptista

 

41 comentários

Rogerio

A Bíblia diz que ao que muito foi dado muito será cobrado. Concordo que para o ministério pastoral os que caem no pecado de adultério fica impossível a reabilitação ao cargo, pois as exigências de lisura, exemplo e testemunho foram manchadas. Se houver o arrependimento Deus perdoa os pecados? Sim, mas fica manchada a atuação do líder frente da igreja. Moisés por uma única falha deixou de entrar na TP, tendo em vista o exemplo e responsabilidade que tinha a frente de Israel.

Alan Neander

Santo Agostinho falou: Pregai o evagelho a todo momento, se necessário com palavras", existe também um jargão que diz: que o exemplo arrasta, tenho que concordar , é bíblico como podemos certificar nas escrituras em 1Timóteo são bem claras. Isso não priva o cristão de praticar o Ide, oque acontece é que muitos querem a patente,será que esses são servos ? Ouve metanóia? O Bispo que cair,reconhecer,arrepender,confessar e reunciar alcançará misericórdia. Isso demostra caráter cris

AILTON SILVA

Concordo com o PR Douglas, temos quer ser o exemplo, a bíblia diz pra vigiarmos e viver em constante oração. Se Deus nos escolheu pra esse chamado Ele é fiel e justo pra nos guardar, mas temos que fazer nossa parte, vivendo em comunhão com nosso Senhor e salvador Jesus Cristo, e meditando na sua palavra. Mas essa é um questão bem complicada, pois como ser humano imperfeito estamos sujeito a pecar, a bíblia diz que nosso espirito luta contra carne e aquele que estiver mas alimentado v

MARCELO REIS DA SILVA

Infelizmente estamos diante de mais um dos absurdos tolerados pelas igrejas pós-modernas. Como alguém tem coragem de pastorear uma igreja, sendo conhecido por todos como alguém que manchou seu leito, sendo um cristão (Hb 13.4)???!!!! Como um pastor presidente resolve um problema dessa natureza apenas com a transferência de um pastor adúltero para uma igreja onde o fato é desconhecido?! Absurdo!!! Deslealdade!!! Sujeira!!!!. Esses homens devem ser banidos do ministério junto com os demais

Marco Aurélio

Pastor Douglas, parabéns pela exposição e principalmente a coragem de expor assunto tão polêmico. É preciso que nos detenhamos única e exclusivamente às orientações da palavra de Deus, que é nossa regra de fé. E a palavra é bem explícita em relação ao assunto: o ministro deve ser irrepreensível e de uma só mulher, me atrevo a completar: "e o que passar disso vem do malígno". Mais uma vez parabéns pastor e obrigado por suas colocações e fidelidade à palavra do Senhor. Q

Irlene

Pr. Douglas, admiro muito seu compromisso com a interpretação das Escrituras!! Conforme as Escrituras, o ministro deve ser irrepreensível também no casamento. Sua conduta matrimonial não pode manchar a reputação da igreja. O candidato ao exercício pastoral, não pode ser divorciado e nem , enquanto casado, ter praticado adultério, conforme texto bíblico em 1Tm 3:2b. Entretanto, o candidato que tenha praticado um destes casos, não preenchem o requisito bíblico de "homem de uma ú

Ana Cláudia

Confesso que como mencionado pelo pastor no texto,também gostaria que fosse possível a restauração ao ministério pastoral, mas diante das verdades contidas nas Sagradas Escrituras,estas que quando estudadas me confrontaram,e isso é normal esse é o propósito,temos que aceitar o fato de que aqueles que não se encaixam com os requisitos bíblicos não podem ser ministros, pois os mesmos devem ser exemplo.A quem muito é dado muito é cobrado.

CARLA LETÍCIA WILGES BOE

Quando ouvimos que a carne é fraca, devemos nos lembrar que Jesus veio ao mundo como homem, de carne e osso, suportou dores e tentações e venceu, para nos mostrar que é possível resistir. Acredito que o que prevalece ao verdadeiro cristão é a escritura e que o ministro deve se manter irrepreensível para dar bons exemplo e testemunho com suas atitudes. Deus perdoa o pecado, mas o pecador deixa de seguir o chamado para o ministério, e assim abre mão do trabalho na seara do Senhor e de se

LUCIMEIRE .L.G.RODRIGUES

Deus planejou o casamento, para ambos serem uma só carne (Mateus 19.5-6) e não para ter divórcio. Esse principio bíblico tem sido relativizado,ministros casam se separam por muitos motivos. As vezes o casal se arrepende, perdoa e a família continua unida, hoje ministros se separam,são transferidos para outra cidade para dirigir outra igreja, casam se novamente com uma mulher mais jovem. E tudo fica como se nada tivesse acontecido, aos olhos dos homens, porque de Deus virá o juízo.

benedito

AO CRIAR O CASAMENTO, DEUS PLANEJOU QUE HOMEM E MULHER FICASSEM JUNTOS POR TODA A VIDA (Mc 10:8). A PALAVRA DE DEUS DIZ QUE O CASAMENTO DEVE SER RESPEITADO, QUE MARIDO E ESPOSA SEJAM FIÉIS UM AO OUTRO E TAMBÉM QUE DEUS JULGARÁ, AOS QUE SE DÃO À PROSTITUIÇÃO E AOS ADÚLTEROS (HB 13:4). COMO PODE O MINISTRO QUE DEIXOU DE CUMPRIR O QUESITO, “SER HOMEM DE UMA ÚNICA MULHER”, SERVIR DE REFERENCIAL PARA OS FIÉIS NO CUMPRIMENTO DA PALAVRA DE DEUS. TORNOU-SE REPREENSÍVEL E PORTANTO INAPTO

Josafá Maia

Boa noite Pr Douglas. Quanto ao assunto abordado, seria excelente considerarmos apenas o princípio ordinário (projeto divino), ou seja, somente a morte geraria o motivo para a violação do pacto de fidelidade conjugal, mas a dureza do coração do homem levou Moises a relativizar e permitir o divórcio em decorrência de relações sexuas ilícitas. Ser marido de uma única mulher não deixa margem para desconsiderar a Lei Ordinária, pois o exercício pastoral requer qualificações morais a

Valmar Queiroz

O líder carrega sobre si uma responsabilidade inigualável. Na igreja não é diferente. Cabe a ele preservar a santidade da igreja. Para isso, ele deve envidar todos os esforços para ensinar as "ovelhas" que estão sob seus cuidados e, ao mesmo tempo, ser o exemplo. Assim, ele terá condições de conduzir a igreja em direção a Cristo. Não se pode atentar contra a santidade do organismo denominado igreja. Este tem corpo e cabeça. Corre-se o risco de fazer o corpo ser reprovado pela cabe

janilson junior

Eis aí um tema, que se tornou sensível aos ouvidos de muitos "crentes da nova era-cristã": Adultério. Poucos são os atalaias, que ousam através da exposição genuína da palavra, "levantar o tapete" afim de expor as sujeiras que a tempos estavam escondidas. Parabéns Pastor Douglas! Mais um artigo em que Deus é exaltado. Sabemos que a lei ordinária para o casamento dada ainda no Éden é:"o homem se unirá a sua mulher, e serão UM" Gn 2.24, como "tipo" da união de Cristo e sua igreja,

EMANUEL FRANCISCO SANTOS

A igreja hodierna tem relativizado os requisitos para a qualificação do exercício do ministério pastoral, exemplo no caso do adultério. Sobre esta transgressão, observamos que na igreja primitiva de forma alguma era aceito um ministro que tivesse cometido este pecado, sabemos que Deus perdoa e restaura, mas para o exercício do ministério, este obreiro fica incapacitado de liderar uma igreja ou departamento de acordo 1Tm 3.2 e Tt 1.6, Paulo deixa claro para Tito e Timóteo "marido de uma

Rodolfo Céspedes

É um assunto bastante polêmico, mas muito oportuno, uma vez que muitos líderes e candidatos a líderes não possuem essa qualificação ou distorcem o que diz as Escrituras sobre esse importante quesito. Mas este artigo publicado pelo Pr Douglas só venho a esclarecer e a corroborar com a verdade bíblica no que tange a esta qualificação bíblica não só dos candidatos ao cargo de Oficiais da Igreja, mas também daqueles que já são. Se o ministro não é fiel no casamento como será f

Emanuel Oliveira

Parabéns pelo artigo Pastor! Sabemos que muitas igrejas não tem cumprido a risca esta ordenança, deixando em muitas ocasiões um mau testemunho.Deus é santo e ele virá para buscar um povo santo, uma igreja sem mácula e sem mancha. Que possamos bradar contra o pecado, pois ainda existem remanescentes que não se renderam ao relativismo e as praticas heréticas de alguns que buscam agradar ao homem em detrimento a Deus. Sede meus imitadores, como eu o sou de Cristo! 1 Co 11.1

Roberson Constãncio

Bom dia , Pr. Douglas , amado em Cristo ! Quero lhe parabenizar pelo excelente artigo , pois através dele podemos perceber a seriedade do evangelho e ao mesmo tempo o quanto o obreiro de Deus necessita estar comprometido com os princípios do reino de Deus , que a cada dia o torna em um exemplo de caráter e um diferencial para o mundo em que vivemos , demonstrando dessa forma , que os que servem a Deus e pregam a Sua Palavra , se tornam em um exemplo a ser seguido . Deus o abençoe !

Alan

Excelente texto Pr Douglas! Que Deus continue lhe dando coragem para insistir na sã doutrina, mesmo indo na contramão das convenções humanas.

JOSÉ MARCOS IEADPE

Ótimo texto! Deus nos ajude a guardar o modelo da sã doutrina! O obreiro vacacionado para o Santo Ministério deve zelar por uma conduta ilibada e irrepreensível!

Davi dos Santos

Ainda existem pastores comprometidos, com a prática da Palavra , parabéns pastor.

Carlos Matheus

Caro Pr. Douglas, parabenizo o senhor mais uma vez pela presteza e pela coragem de bradar contra o pecado. O ministro não deve possuir mácula em suas condutas, sob pena de não "ter moral" para pregar sobre o referido pecado. O texto bíblico é claro ao afirmar estes requisitos indispensáveis. O ministro deve ser homem de uma única mulher. Há traduções bíblicas que traduzem este texto como "casado uma única vez". A práxis não pode revogar os preceitos bíblicos. Deus vos abençoe!

Francisco Pinto

Excelente texto pastor Douglas. Ao irmão que citou Mt 5.28 também concordo que seja difícil encontrar alguém que não tenha cometido esse pecado. Entretanto é bom que atentemos para o fato de que o texto do pastor Douglas girou em torno do "pecado público" em consonância com Paulo que alerta para o cristão viva de modo não causar escândalo aos gregos, gentios e à Igreja. Quanto ao "olhar com intenção" que Jesus equiparou à conjunção carnal (o ato em si) só Deus pode saber quem j

Douglas Baptista

GUILHERME. Todos somos pecadores e se alguém afirmar que não possui pecado é mentiroso (1Jo 1.8). Quanto ao quesito para o ministério pastoral não se questiona as lutas internas entre a carne e o espírito (Gl 5.17). Se assim fosse ninguém seria Ministro. O que o apóstolo aponta no texto é que aquele que cede a tentação não pode ser Ministro (Tg 1.14-15). Minimizar esta questão é atitude simplória por desconsiderar a seriedade do ato de adultério.

Guilherme Vieira

Bom texto pastor.... pergunto, entretanto, quem poderá ser ministro pastoral? Uma vez que o próprio Jesus disse em Mateus 5:28 : Eu, porém, vos digo, que qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, em seu coração, já cometeu adultério com ela. Será que existem algum ministro pastoral que não tenho cometido este pecado? Talvez na carne não tenham, mas seu interior pode estar em sérios apuros!

sandro cesar

Não é só o divorcio e o adulterio que devem impedir de exercer novamente, e sim outros tipos de pecados que mancha a conduta ilibada. Como existem varios tipos de ministerios, seria mais corretos o proprio faltoso pedir o desligamento e partir para outro ministerio. Evidentemente quando se sai, não cabem os atuais se meter na vida dos faltoso. Deixem eles em paz se porventura se não somos capaz de aceitarem

Dc. Douglas Ribeiro

Parabéns pastor, é bom saber que ainda tem obreiros que pensam e descrevem a bíblia independente de agradar ou não, infelizmente a realidade atual é a descrita por Paulo "homens que não suportam a sã doutrina, tendo comichão nos ouvidos, amantes de si mesmos", Deus nos guarde em santificação.

PREZADO PASTOR! PARABÉNS

MISSIONÁRIO DR CEL MATOS

RONI EVANGELISTA DA SILVA

PArabéns pela posição. A "igreja " contemporânea tem abraçado a teologia do "corbã", mudado a Palavra de Deus pelos estatutos, regimentos e resoluçoes. Convençoes acham que podem aprovar resoluções e ser a verdade absoluta. Umas proíbem a separação de ministro no caso de todo tipo de divórcio(é o caso da convenção onde estou), inclusive naqueles que foram antes da conversão do membro, FAZENDO-SE MELHOR DO QUE DEUS, que não leva em conta o tempo da ignorância, outras aceitam

Davison

amém!...

Fabricio Lessa

Excelente pastor, objetivo e esclarecedor.

Geazi

Excelente artigo pastor! Quanto mais for dado mais será cobrado! Por pouca coisa Moísés não pode entrar na terra prometida, pois era líder e sua conduta deveria ser irrepreensível, santificar a pessoa do nosso Deus frente aos filhos de Israel. O pastor e/ou dirigente frente ao rebanho é o líder ao qual espelhamos nossa fé. O adultério ou divórcio fora das exceções bíblicas desqualifica o mesmo para qualquer exercício pastoral posterior.

Carlos Roberto Silva, Pr.

Caro amigo e Pastor Douglas Baptista, A Paz do Senhor. Concordo plenamente com a sua lavra, e a considero pertinente e necessária. Ainda que saibamos que institucionalmente nada mais possamos fazer, visto o grau de relativização que o assunto já alcançou, creio que cada líder que não se rendeu, deve difundir seu critério de coerência com a Palavra. Não gostam, mas como o amado disse, até agora não há justificativa convincente. As alegações não passam de conjecturas. Publique

Edinei Siqueira

Parabéns, Pastor Douglas pela coragem de se posicionar. Concordo com seu posicionamento e lamento ao ver a Bíblia sendo interpretada ao bel prazer dos que querem continuar na prática do pecado. Muitos não aceitam ser confrontados pela Palavra e dizem que não se pode tocar no "ungido do Senhor", são os pastore blindados. Até parece que pastor tem foro privilegiado também.

idayr

Tenho muitas duvidas á respeito pois muitos lideres estão dirigindo IGREJAS em situação acima citadas mais há uma norma nas IGREJAS que no anjo do SENHOR ou anjo da IGREJA,ninguém toca.

Izaias

Muito bom, que Deus continue lhe usando. Tenho as mesma opiniao.

Sérgio Luís

Continuando... Esta mesma igreja impediu que aspirantes ao ministério,em todos os niveis,fossem ordenados,por terem sidos divorciados,ainda que alguns deles o tenham realizado antes da conversão. Quando inquiridos pelos irmãos sobre os fatos, a diretoria informou que não cometia nenhum erro,pois,AGORA,estavam respaldados pelo estatuto da CGADB.

Sérgio Luís

Pr. Douglas, a paz do Senhor. Devo dizer ,primeiramente,que o amado é mui corajoso em textualizar esta questão que tanto tem incomodado à igreja nestes dias. Sou de um “campo" que se jacta de ter sido fundado por Gunnar Vingren,onde o presidente se divorciou, não foi licenciado e não comunicou o motivo de sua separação. Só após novas núpcias o fato foi declarado à toda igreja,sob alegação de zelar pela honra do pastor e sua nova esposa!!!!

Jardel Ferreira

Muito bem explicado, e essas ultimas linhas começando por CONFESSO em negrito, gostei da posição do pastor

Glauber Vaz

Ótimo assunto a discorrer meu amigo, pastor Douglas. Questão de muita discussão para nossos dias. Mas seu posicionamento ficou claro e respeitoso. Abraço...

Sidnei

Quando as pessoas são confrontadas contra aquilo que praticam ou acreditam, tentarão a todo custo encontrar pretextos que justifiquem suas praticas ou crenças, acredito que este seja o principal motivo de haver quem discorde da posição defendida neste artigo. Lembro-me de um amigo de infância que sempre dizia ser o inferno uma invenção e que Deus jamais permitira que alguém fosse parar num lugar tão horrendo, anos depois (uns 10 anos no minimo) ele se tornou um Testemunha de Jeová.

Carlos Junior

Parabéns pelo artigo, pastor. Concordo com a sua posição. Os obreiros do Senhor da seara devem ser irrepreensíveis. Não vejo como qualificar como tal alguém que mantém ou manteve caso extraconjugal. Devem ser perdoados, se arrependidos, mas o santo ministério já não podem mais integrar. A igreja é a luz do mundo e o sal da terra. Precisamos servir de exemplo aos de fora. É preciso coragem para romper com o pecado e a mentira que - escondidos no lugar santo - desolam a muitos

Deixe seu comentário







Perfil

Douglas Baptista é pastor, líder da Assembleia de Deus de Missão do Distrito Federal, doutor em Teologia Sistemática, mestre em Teologia do Novo Testamento, pós-graduado em Docência do Ensino Superior e Bibliologia, e licenciado em Educação Religiosa e Filosofia; presidente da Sociedade Brasileira de Teologia Cristã Evangélica, do Conselho de Educação e Cultura da CGADB e da Ordem dos Capelães Evangélicos do Brasil; e segundo-vice-presidente da Convenção dos Ministros Evangélicos das ADs de Brasília e Goiás, além de diretor geral do Instituto Brasileiro de Teologia e Ciências Humanas.

COLUNISTAS