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Pr. Claudionor

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Consultoria de teologia

Seg, 31/10/2016 por Claudionor de Andrade

Após o arrebatamento da Igreja, a Bíblia perderá a sua inspiração?

Não sei quantas vezes vi-me obrigado a responder a essa pergunta. Já de início, posso garantir que a Bíblia Sagrada jamais perderá a sua inspiração. Mesmo depois do arrebatamento, ela continuará a ser a inspirada, a inerrante, a infalível e a completa Palavra de Deus. O Santo Livro é insubstituível.

A Bíblia é eterna.

Pedro, em sua primeira carta, afiança: “Pois toda carne é como a erva, e toda a sua glória, como a flor da erva; seca-se a erva, e cai a sua flor; a palavra do Senhor, porém, permanece eternamente. Ora, esta é a palavra que vos foi evangelizada” (1Pe 1.24,25). Veja também a declaração de Isaías quanto à perenidade das Sagradas Escrituras (Is 40.8).

Se a Bíblia vier a perder a inspiração divina, toda a História Sagrada, do êxodo hebreu à ressurreição do Senhor, ficará sem o mínimo significado. Não basta a menção de um fato; sua explicação teológica é imprescindível, a fim de que seja qualificado como ação divina.

Levemos em conta, ainda, que a Palavra de Deus jamais deixará de ser contemporânea de todas as gerações. Logo, até mesmo no reinado do Anticristo e na Grande Tribulação, terá ela plena valia. Nesse período, conhecido como a Septuagésima Semana de Daniel, muitos haverão de esquadrinhá-la e o saber profético multiplicar-se-á (Dn 12.4).

Finalmente, não nos esqueçamos de que nem tudo o que se acha na Bíblia foi revelado. Há coisas que somente virão a ser compreendidas após o arrebatamento da Igreja, como, por exemplo, os intrigantes e misteriosos 45 dias de Daniel (Dn 12.11,12). Até o próprio profeta viu-se perplexo diante do arcano que escrevia. Por isso mesmo, recomendou-lhe o mensageiro celeste: “Ele respondeu: Vai, Daniel, porque estas palavras estão encerradas e seladas até ao tempo do fim. Muitos serão purificados, embranquecidos e provados; mas os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão” (Dn 12.9,10).

Por essas e outras razões, que poderiam ser mencionadas, é que podemos garantir que a Bíblia Sagrada jamais perderá a sua inspiração. Mesmo no Estado Eterno, continuará ela como a eterna Palavra de Deus.

5 comentários

Sérvulo Deodoro Araújo Nascimento

Eu todavia, não só acho como creio (por incrível que pareça), que nesse período a Bíblia muito mais VIVA do que agora! Vejam o LINK abaixo: https://operariodoreiblog.blogspot.com.br/2017/04/o-arrebatamento-da-igreja-de-um-ponto.html

Joares Junior

A Paz pastor. Parabéns pelo texto. Consistente e direto. Sem os rodeios e floreios comuns a alguns escritores na área teológica. Que Deus continue o abençoando e o inspirando para que o senhor continue nos ensinando. As Assembleias são abençoadas por Deus através de seu ministério.

Renato de Oliveira

Excelente texto, acredito ser obvia a resposta, nos últimos dias tenho visto essa perguntar ocorrer em todos os lugares seja na igreja ou no dia-a-dia, seja cristão seja ímpio, e com ela vejo a interesse em conhecer e aproveito para evangelizar. Seus texto são claros, leio todos e compartilho alguns com os membros da minha igreja no boletim dominical, deixando é claro a citação da fonte. Esse com certeza será capa do boletim 610, que publicaremos, se Deus assim o desejar. AD Min. IBES - ES

Pb Victor

Concordo Plenamente que O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar. Mt 24:35. Aleluiaaa!!!!

Sérgio Luís

Amém.

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Perfil

Claudionor de Andrade Claudionor de Andrade é Consultor Teológico da CPAD, membro da Casa de Letras Emílio Conde, teólogo, conferencista, Comentarista das Revistas Lições Bíblicas da CPAD e autor dos livros “As Verdades Centrais da Fé Cristã”, “Manual do Conselheiro Cristão”, “Teologia da Educação Cristã”, “Manual do Superintendente da Escola Dominical”, “Dicionário Teológico”, “As Disciplinas da Vida Cristã”, “Jeremias – O Profeta da Esperança”, “Geografia Bíblica”, “História de Jerusalém”, “Fundamentos Bíblicos de um Autêntico Avivamento”, “Merecem Confiança as Profecias?”, “Comentário Bíblico de Judas”, “Dicionário Bíblico das Profecias” e “Comentário Bíblico de Jó”, dentre outros títulos da CPAD.

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