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Pr. Claudionor

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A ameaça comunista

Sex, 20/05/2016 por Claudionor de Andrade

Hoje de manhã, fui incomodado por uma pergunta que, embora velha, ainda não foi devidamente respondida. Ignorando debates rasos e conferências sem profundidade, saí a procurar uma resposta que fugisse aos sítios costumeiros. A questão, querido leitor, pode ser elaborada em nove palavras: “Qual a diferença entre o comunismo e o nazismo?”. Se nos afinarmos pela cartilha do esquerdismo latino-americano, sempre tão tosco e tão caricato, diremos que o segundo representa a opressão, e o primeiro, a liberdade. Todavia, não há diferenças substanciais entre ambos.

A história do século XX mostra que Hitler e Stalin eram resíduos da mesma estrumeira. Um mentia, torturava e matava à esquerda; o outro fazia o mesmo à direita. O alemão, a propósito, tinha no russo um mestre consumado.

Logo, o antônimo do comunismo não é o nazismo; entre ambos os ideários sempre houve perfeita consonância. A contraposição comunista também não é o capitalismo. Haja vista a economia da extinta União Soviética. Embora mítica e belamente maquiada, era mais selvagem e injusta do que a do Ocidente. Por essa razão, não divisamos notáveis contrariedades entre comunistas e nazistas, pois as digitais destes identificam os crimes e corrupções daqueles.  

Sim, não há diferenças entre os crimes de Stalin e de Hitler. Ambos destruíram pessoas, etnias e nações; saquearam e roubaram países indefesos; torceram a verdade e promoveram a mentira; suprimiram a liberdade e minaram as bases da democracia. Se o nazista odiava os judeus, o comunista não os tolerava. Não sei como eles se haverão no Juízo Final. Embora hajam escapado à justiça temporal, não poderão fugir à eterna. Ali, perante o Juiz de toda a Terra, nenhum foro os privilegiará.

Imitando-os servilmente, tiranos e ditadores apresentam-se vez por outra como salvadores dos incautos. Uns à esquerda, com a foice e o martelo. Outros à direita, com a suástica e o feixe de varas. E, cada um do seu jeito, oprime, corrompe, rouba e mata. Vem Mao Tse-Tung e ceifa cem milhões de vidas chinesas. Surge Pol Pot e conduz à morte mais de dois milhões de cambojanos. Na América Latina, chegam Castro, Guevara, Chaves e alguns brasileiros bem dispostos a seguir-lhes os desatinos. Todos eles, acompanhados de Franco e Salazar, em nada diferem de Hitler e Stalin.

Portanto, o antônimo do comunismo não pode ser o fascismo nem o capitalismo; o seu mais perfeito contraponto é o Cristianismo. Os esquerdistas, dialeticamente ateus, não toleram a Bíblia, a Igreja de Cristo e a família tradicional. Em sua lógica desumana e perversa, criam antíteses para desconstruírem as teses sociais vigentes, a fim de criar uma síntese opressora e assassina. Sabem eles muito bem que, enquanto houver cristãos em nosso país, não poderão estender seus tentáculos para tiranizar a nação. Eis porque, ensandecidos, buscam destruir as bases da moralidade cristã e os fundamentos da ética bíblica. Por isso mantenhamo-nos vigilantes.

O comunismo não foi destruído com o muro de Berlin. Antes, contido na Europa Oriental, não era tão ousado quanto hoje. Mas, derrubada aquela barreira, espalhou-se através de partidos ecológicos, agremiações culturais e organizações independentes. Sob a orientação da filosofia de Antonio Gramsci (1891-1937), vêm seus adeptos contaminando a cultura desde o jardim de infância à universidade. Infelizmente, até mesmo na teologia cristã, encontramos seus resquícios.

Num quartel do exército, em São Bernardo do Campo, havia um dístico que me perpetuou no espírito: “O preço da liberdade é a eterna vigilância”. A frase, pronunciada por Thomas Jefferson (1743-1826), fundamenta a democracia ocidental. Como o Brasil encontra-se num momento bastante delicado, cabe-nos orar e vigiar, para que não caiamos nas garras quer de uma esquerda oportunista e corrupta, quer de uma direita egoísta e impiedosa. Ambas têm como centro uma sede insaciável pelo poder.

Se os esquerdistas acham um paraíso viver sob o estandarte da foice e do martelo, que se mudem para a Coréia do Norte. Ali, até sorrir em determinados dias da semana é proibido. Então, choremos aos pés de Jesus Cristo, Nosso Senhor, para que se apiede do Brasil.

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Perfil

Claudionor de Andrade Claudionor de Andrade é Consultor Teológico da CPAD, membro da Casa de Letras Emílio Conde, teólogo, conferencista, Comentarista das Revistas Lições Bíblicas da CPAD e autor dos livros “As Verdades Centrais da Fé Cristã”, “Manual do Conselheiro Cristão”, “Teologia da Educação Cristã”, “Manual do Superintendente da Escola Dominical”, “Dicionário Teológico”, “As Disciplinas da Vida Cristã”, “Jeremias – O Profeta da Esperança”, “Geografia Bíblica”, “História de Jerusalém”, “Fundamentos Bíblicos de um Autêntico Avivamento”, “Merecem Confiança as Profecias?”, “Comentário Bíblico de Judas”, “Dicionário Bíblico das Profecias” e “Comentário Bíblico de Jó”, dentre outros títulos da CPAD.

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