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Pr. Claudionor

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Subsídios sobre o Livro de Gênesis (Parte 1)

Ter, 29/09/2015 por Claudionor de Andrade

Queridos irmão,

A partir de hoje, estarei fornecendo alguns subsídios extras às lições deste trimestre, da qual, pela graça de Deus, sou o comentarista. Havendo alguma dúvida, por favor, entre em contato comigo. Será um prazer ouvi-lo. Desta forma, poderemos, com a sua ajuda, aprender ainda mais do maravilhoso livro de Gênesis.
 
INFORMAÇÕES SOBRE O GÊNESIS
 
INTRODUÇÃO

No estudo do Gênesis, temos seis perguntas específicas a responder: Quem o escreveu? Qual o seu tema? Quando foi escrito? Onde foi escrito? Qual a sua composição literária? e: Por que foi escrito?

Tendo como base as evidências que nos fornecem o texto sagrado, busquemos responder a essas importantes questões. Nesta abordagem, contaremos também com auxílios externos.
 
I. AUTORIA

Evidencia-nos a própria Bíblia ter sido Moisés o autor do livro de Gênesis. Tanto os profetas quanto os apóstolos e o próprio Cristo atestam-lhe a autoria completa do Pentateuco (Js 8.31; Dn 9.11; Jo 7.23; 1 Co 9.9). No original hebraico, o Gênesis acha-se interligado ao Êxodo por uma conjunção. Logo, o segundo livro do cânon sagrado pode ser lido desta forma: “E estes, pois, são os nomes dos filhos de Israel ...” (Êx 1.1)
Não há o que duvidar. O Gênesis foi escrito por Moisés que, inspirado pelo Espírito Santo, reconstituiu-nos os princípios da História Sagrada.  
 
II. TEMA E REIVINDICAÇÃO CENTRAL

Todos os livros do Cânon Sagrado apresentam uma reivindicação e um tema específicos. Quanto ao Gênesis, o seu assunto central aparece logo no primeiro versículo: “No princípio, Deus criou os Céus e a Terra” (Gn 1.1).

Em virtude de sua temática, inferimos-lhe de imediato a reivindicação: “Que todos adoremos a Deus como o Criador, Senhor e Preservador de todas as coisas”. Nele vivemos, nele nos movemos e, sem Ele, não existimos, nem somos.

III. DATA E LOCAL DE SUA COMPOSIÇÃO

O Gênesis, à semelhança dos demais livros do Pentatêuco, foi escrito no Sinai, durante a peregrinação dos filhos de Israel rumo a Canaã. Não descartamos, por outro lado, a possibilidade de Moisés tê-lo composto ainda no Egito, pois o seu objetivo, conforme mais adiante veremos, era fundamentar o êxodo hebreu.

Se quisermos precisar uma data, podemos apontar o XV século antes de Cristo. Aliás, é o que estabelece a cronologia bíblica tradicional. 
 
IV. POR QUE O LIVRO FOI ESCRITO

Deus inspirou Moisés a escrever o Gênesis, tendo em vista dois objetivos.

O primeiro foi estabelecer as bases do Êxodo. A geração que deixaria o Egito, para apossar-se das herdades de Canaã, deveria saber, antes de tudo, que o Deus de Abraão não mudara. Aquele que havia chamado o pai da nação hebreia a uma nova realidade espiritual garantir-lhes-ia o cabal cumprimento de todas as promessas. Portanto, que a nação descansasse nos braços do Altíssimo.

Em segundo lugar, o Gênesis foi escrito para responder-nos a estas importantes e imperiosas indagações: “Quem criou os Céus e a Terra? E quem me criou?”. Sem o primeiro livro da Bíblia, ainda jazeríamos em trevas espirituais. E, dessa forma, não teríamos condições de comungar com o Senhor e Criador de todas as coisas.  
 
V. COMPOSIÇÃO LITERÁRIA

Providencialmente, o Senhor levou Moisés a escrever o Gênesis numa linguagem alfabética e facilmente assimilável. É bem provável que o Legislador haja aprendido a escrita sanaítica durante o seu exílio em Midiã. Se ele tivesse composto o primeiro livro da Bíblia em egípcio, hoje, a mensagem divina seria tão indecifrável como aquelas inscrições que jazem nas paredes das mastabas e pirâmides.

Consideremos também o estilo literário adotado por Moisés. Ao invés da poesia, a prosa coerente e precisa do historiador que prima pela exatidão e pela verdade. Isto não significa que, no Gênesis, não haja poesia. Há sim, e das melhores. Todavia, ao contrário de Homero, o hebreu não mitologizou fatos, nem fantasiou a História.

Moisés, sempre guiado pelo Espírito Santo, soube como separar a realidade do mito que já começava a distorcer a História Sagrada. Utilizou-se ele da tradição oral e dos registros genealógicos que, desde Adão, vinham preservando a linhagem messiânica. Enfim, o Legislador contou com a supervisão divina ao escrever o primeiro livro do Cânon Sagrado. Podemos confiar na narrativa mosaica.      
 
CONCLUSÃO

Hoje, possuímos um relato fidedigno da origem dos Céus, da Terra e do Homem. A cosmogonia bíblica é confiável, pois conta com a chancela do próprio Deus. O que lemos em Gênesis é história, não fantasia.

Louvado seja Deus!

15 comentários

Evaldo Jorge Mendes

Boa síntese da análise literária da obra..

Audionor Miranda Neto

Parabéns pastor Claudionor pelos belos comentários!

Rui

A Paz do Senhor, Louvo a Deus por este último trimestre de 2015, que irá nos trazer mais convicção e autoridade na palavra da verdade diante do mundo que tenta de todas as formas secular converter nossas convicções no criacionismo para o evolucionismo (Sem Deus). Intercedo pela sua vida ministerial Pr. Claudionor e sua família. Deus seja louvado.

João Paulo

Prezado Pr Claudionor, a Paz do Senhor Parabéns pelo comentário ao livro de Gênesis, temos certeza que será um trimestre de crescimento em conhecimento e comunhão com o Senhor. Deus o abençoe. João Paulo, Pb. www.joaopaulo-mendes.blogspot.com

Nayanne Lopes

Obrigada pelo subsídio! Deus continue te abençoando!

Fernando Jesus

Parabéns pelo conteúdo da revista e pelo subsídio, pastor Claudionor! Sobre a autoria de Gênesis, tradição oral e manuscritos anteriores à Moisés é um assunto que muito me desperta o interesse e tenho estudado. O senhor tem mais informações a respeito?

Josias Bonfim dos Santos

Pr. Claudionor, Leio todo material publicado pelo Senhor, mas senti falta do vídeo que não foi publicado no cpadnews nem no Youtub como fez os últimos comentaristas das lições. Um abraço A paz do senhor

Juber Donizete Gonçalves

Caro Pr. Claudionor, parabéns pelos comentários na revista deste trimestre. Alías pelas anteriores que comentou também. Gostei do tema ser o livro de Gênesis, o começo de tudo. A forma como foi trabalhado cada lição ficou excelente! Fiz um pequeno subsídio sobre a 1ª lição no meu blog: www.juberdonizete.blogspot.com.br/ - se puder me fazer uma visita nesse endereço, será uma honra. Um abraço.

Sidnei

Pastor Claudionor, eu o cumprimento com a Paz do Senhor Jesus. Na introdução do presente artigo o senhor informa que podemos (os leitores do artigo) entrar em contato com o senhor em caso de dúvidas, qual seria a forma de comunicação ? o senhor tem algum e-mail especifico ? gostaria muito de tirar algumas dúvidas. Que Deus continue abençoando o senhor.

HERIVELTON MARCULINO

A paz do Senhor, pr Claudionor, sou de Araçoiaba - PE, da IEADPE (pr Ailton José Alves), que bom que por aqui temos outra fonte de subsidios

Lucas de Andrade Quirino

Obrigado pela ajuda Pr. Claudionor! Será um grande prazer poder aprender juntamente com o senhor neste trimestre. Deus te abençoe!

sandro barcelos

Pr. Claudionor , não sei sé é possivel o senhor esclarecer a seguinte Questão .Em seu livro o plano divino através dos seculos Olson , parece favorecer a teoria da lacuna entre Gn 1;1 e o verso 2, dando a entender que com a queda de lúcifer a terra original tornou-se um caos e no verso dois ele esta sendo restaurada. o que você pode dizer sobre isso ?

sandro barcelos

Querido Pr. claudionor , quero expressar minha gratidão a Deus por ter lhe concedido o dom do ensino e da palavra e nos presentear através de você .Nunca me esqueço que ainda bem jovem estava lendo a revista do livro de Jô que você comentou anos atrás , fiquei tão impactando pela forma maravilhosa que você escreve com estilo poético , erudito e penetrante , depois comprei seus livros e tempos depois tive o privilegio de conhece-lo e SC. que Deus o conserve a sim !!

Ronaldo Pimentel

Parabéns pastor , Deus abençoe , se puder nos ajudar com informações , sobre a origem das nações também agradeço .

Sérgio Luís

Pr.Claudionor, a paz do Senhor. Assunto extremamente importante, pois, tudo tem um começo, e a história bíblica tem o seu genesis. Infelizmente,em minha congregação, não utilizamos as revistas de ebd da CPAD. Porém, admiro sua didática e seguirei seus comentários neste veículo. Deus o abençoe. “...E disse Deus,haja luz;e houve luz"

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Perfil

Claudionor de Andrade Claudionor de Andrade é Consultor Teológico da CPAD, membro da Casa de Letras Emílio Conde, teólogo, conferencista, Comentarista das Revistas Lições Bíblicas da CPAD e autor dos livros “As Verdades Centrais da Fé Cristã”, “Manual do Conselheiro Cristão”, “Teologia da Educação Cristã”, “Manual do Superintendente da Escola Dominical”, “Dicionário Teológico”, “As Disciplinas da Vida Cristã”, “Jeremias – O Profeta da Esperança”, “Geografia Bíblica”, “História de Jerusalém”, “Fundamentos Bíblicos de um Autêntico Avivamento”, “Merecem Confiança as Profecias?”, “Comentário Bíblico de Judas”, “Dicionário Bíblico das Profecias” e “Comentário Bíblico de Jó”, dentre outros títulos da CPAD.

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