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Pr. Claudionor

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UMA CRISTOLOGIA BÍBLICA, DIVINA E SALVADORA

Seg, 18/03/2019 por Claudionor de Andrade

Creio já ser possível estabelecer as características da genuína cristologia do Novo Testamento. Acima de tudo, ela é bíblica, divina, eclesiástica e missionária. Conclui-se, desde já, que a ciência que tem por objetivo o estudo de Cristo não pode circunscrever-se ao campo das teorias e das especulações infrutíferas; há de resultar, necessariamente, na redenção de almas. Atentemos, pois, a cada uma das características acima mencionadas.

1. Uma cristologia autenticamente bíblica. Todas as declarações que fizermos sobre a Pessoa e a Obra de Jesus Cristo têm de estar, obrigatoriamente, alicerçadas na Bíblia Sagrada. Doutra forma, jamais viremos a proclamar eficazmente, ao homem perdido, o Salvador que está sempre pronto a achar-nos. Logo, quem rejeita o Filho de Deus como o Filho do Homem faz de sua cristologia uma caricatura grotesca e blasfema do meigo Nazareno (2 Jo 2.1).

Se não tivermos a cristologia bíblica como viável e racionalmente plausível, nenhuma outra será eficaz para redimir-nos. Declaramos, pois, que o Cristo da fé tem suficiente autoridade para salvar e dignificar o homem, na Terra, e elevá-lo à presença de Deus, no Céu. Ou pregamos o Cristo da Bíblia, ou calamo-nos para sempre (Rm 3.4).

2. Uma cristologia genuinamente divina.  O Cristo que Paulo anunciava, embora Verdadeiro Homem, não era da Terra, mas do Céu. Por essa razão, o apóstolo proclamava-o também como Verdadeiro Deus: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1 Tm 2.5).
Se tivermos licença para buscar um termo acadêmico, diremos que a cristologia paulina era essencial e formalmente descendente; era do alto, porquanto o Filho de Deus desceu para fazer-se Filho do Homem, a fim de morrer em nosso lugar. No Evangelho de João, a cristologia descendente é descrita com admirável precisão: “Ora, ninguém subiu ao céu, senão aquele que de lá desceu, a saber, o Filho do Homem que está no céu” (Jo 3.13). Mais adiante, voltaremos a tratar o assunto.

Se a cristologia tem de ser, num primeiro momento, autenticamente bíblica, num segundo, há de se revelar genuinamente divina, pois o seu objetivo primacial é expor os recursos da economia da salvação, visando o resgate pleno do ser humano.

Infelizmente, nem toda a cristologia bíblica é divina, pois quem a faz, muita vez, objetiva apenas uma exposição correta das verdades canônicas quanto a Cristo, sem atentar aos seus apelos soteriológicos. Todavia, quando permitimos que o Espírito Santo nos auxilie no labor teológico, nosso trabalho será recompensado com grandes colheitas de almas. Atentemos a este testemunho do apóstolo: “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (1 Co 2.2). Isso, sim, é cristologia bíblica, divina e já vivificante.
 

3 comentários

Claudionor de Andrade

Querido Anak: Eis o meu e-mail: claudionor.andrade@cpad.com.br. Será um prazer falar com o senhor.

anak rodrigues

a paz do Senhor gostaria muito de entrar em contato com vοcê...

Sérgio Luis

Amém !!! Glória à Deus. "E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo." Mateus 16:16

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Perfil

Claudionor de Andrade Claudionor de Andrade é Consultor Teológico da CPAD, membro da Casa de Letras Emílio Conde, teólogo, conferencista, Comentarista das Revistas Lições Bíblicas da CPAD e autor dos livros “As Verdades Centrais da Fé Cristã”, “Manual do Conselheiro Cristão”, “Teologia da Educação Cristã”, “Manual do Superintendente da Escola Dominical”, “Dicionário Teológico”, “As Disciplinas da Vida Cristã”, “Jeremias – O Profeta da Esperança”, “Geografia Bíblica”, “História de Jerusalém”, “Fundamentos Bíblicos de um Autêntico Avivamento”, “Merecem Confiança as Profecias?”, “Comentário Bíblico de Judas”, “Dicionário Bíblico das Profecias” e “Comentário Bíblico de Jó”, dentre outros títulos da CPAD.

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