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Ciro Sanches Zibordi

Ciro Sanches Zibordi

Pentecostais rumo à igreja reformada?

Qui, 19/12/2019 por Ciro Sanches Zibordi

A cada ano, por ocasião do aniversário da Reforma Protestante, elevam-se vozes em favor de uma nova reforma: “Voltemos ao evangelho da cruz! Chega de Teologia da Prosperidade! Somente as Escrituras! Somente Cristo! Somente a fé! Somente a graça! A Deus toda a glória!” etc. Sejamos sinceros. Isso é viável? Nada é impossível ao Senhor, mas há vários entraves para uma reforma do evangelicalismo, a começar pelo orgulho denominacional.

Nenhuma igreja dentre as tradicionais com mais de cem anos de história está disposta a abrir mão de seu sistema teológico-eclesiástico-consuetudinário, a fim de atender a uma agenda padronizadora benéfica para o Reino de Deus. E quem pede uma nova reforma, muitas vezes, tem contribuído para segregar a cristandade. Há pouco tempo, um influente teólogo usou suas mídias sociais para fazer declarações bombásticas — sem citar uma pesquisa que as confirmasse — sobre a migração em massa de pentecostais para denominações calvinistas.

Como era de esperar, houve reações diversas, já que tal teólogo não apenas afirmou que muitos pentecostais estão se tornando reformados, mas incentivou seus pares a se mobilizarem para recebê-los. Segundo ele, as igrejas reformadas não podem decepcionar centenas e centenas de pentecostais e neopentecostais que estão chegando. Estes, de acordo com outros expoentes calvinistas, encantados com a pregação expositiva pela Internet — e cansados de gritaria, pregações sem nexo e animação de auditório —, estariam procurando igrejas reformadas para ouvir a genuína exposição das Escrituras.

Calvinistas, evidentemente, vibraram com tais declarações, mas os pentecostais as consideraram para lá de exageradas e infundadas. Sinceramente, a priori, elas parecem coerentes, pois há mesmo um descontentamento por parte de muitos pentecostais com a pregação triunfalista, antropocêntrica, que tem tomado conta dos púlpitos assembleianos, especialmente em grandes eventos. E isso tem sido denunciado pelos próprios apologistas da Assembleia de Deus.

Entretanto, como saber se essas pessoas que ora deixam a fé pentecostal para supostamente abraçar o calvinismo — não se sabe ao certo quantas — conhecem, de fato, a diferença entre o pentecostalismo e o calvinismo? Ora, assim como um calvinista convicto dificilmente deixará essa tradição para abraçar outra, podemos dizer o mesmo dos crentes pentecostais igualmente convictos.

Para os críticos do pentecostalismo, esse termo abarca vários movimentos heterodoxos. Nesse caso, que tipo de “pentecostal” estaria migrando para igrejas reformadas? Seria o pentecostal instruído, praticante, frequentador de Escola Bíblica Dominical e de cultos de ensino, ou quem teve contato com igrejas pseudopentecostais que priorizam o famigerado “reteté”? Com todo o respeito, o assembleiano médio, batizado no Espírito Santo, amante das Escrituras, dificilmente se deixará convencer pelo “canto da sereia” de qualquer movimento.

Dizer que pentecostais só ouvem a verdadeira exposição da Palavra em igrejas reformadas, por outro lado, é uma afirmação preconceituosa, para dizer o mínimo. Aliás, alguns expoentes mais exaltados do calvinismo parecem sugerir, nas entrelinhas, que os pentecostais formam parte de um “evangelicalismo subdesenvolvido” ou “terceiro mundo teológico”. Ora, é verdade que os assembleianos, em especial, não priorizam a pregação expositiva como modelo homilético, mas isso não quer dizer que eles desprezam a exposição bíblica.

Presbiterianos e outros segmentos reformados praticamente “canonizaram” a pregação expositiva. Para eles, foi ela que “virou o mundo às avessas — não uma pregação por tópicos” (SPROUL, p. 276). Entretanto, isso é um equívoco, pois as pregações de Estêvão, perante o sinédrio, e a de Paulo, no Areópago, por exemplo, evidenciam que um sermão por tópicos ou até mesmo improvisado pode ser bíblico e cristocêntrico (cf. At 7; 17.15-34).

Ademais — embora nas festividades das Assembleias de Deus prevaleçam as pregações temáticas, que não são, necessariamente, antibíblicas —, é um exagero sem tamanho afirmar que não há pregações expositivas entre os pentecostais assembleianos. Na verdade, o problema não está no método, mas em quem prega e como prega (ZIBORDI, p. 84-85). Por outro lado, ainda que, no sermão expositivo, seja mais difícil haver desvios, já que o pregador fica “preso” a uma perícope, se este não for fiel ao texto sagrado, dará um jeito de torcê-lo.

Temos visto exemplos nesse sentido, aliás, inclusive entre os pregadores expositivos calvinistas. É comum, por exemplo, ouvimo-los amoldando o texto bíblico à sua maneira de pensar. Exemplo clássico: dizer que as palavras “todos” e “mundo”, quando referentes à obra expiatória de Jesus (cf. Rm 11.32; 1 Tm 2.4; Jo 1.29; 3.16), aplicam-se a todos os tipos de pessoas eleitas para a salvação, supostamente, antes da fundação do mundo, e não à totalidade do mundo.

Igrejas reformadas e pentecostais creem que Jesus é o único Senhor e Salvador. Ambas, embora tenham cosmovisões diferentes, creem nos princípios da Reforma Protestante (cinco solas). Ambas, portanto, devem priorizar a pregação aos perdidos, e não o proselitismo. A despeito de nosso orgulho denominacional, nenhuma denominação, por mais antiga que seja, é a detentora da mensagem de salvação.

Ainda que não existam pesquisas comprobatórias, é evidente que há um amplo movimento de troca de igrejas, desde a Reforma Protestante. Haja vista o próprio Lutero, que criticou os dogmas do romanismo e rompeu com o papado. Sem dúvida, há cristãos descontentes com as denominações, inclusive as tradicionais, e muitos têm preferido não pertencer a igreja alguma. Não obstante, por ironia, formam parte da “igreja dos desigrejados”, os quais dizem não ter pastor, mas seguem ensinamentos de gurus da Internet.

Voltando à afirmação do teólogo reformado de renome, como não veio acompanhada de pesquisa, podemos dizer, também, o contrário. Alguns expoentes pentecostais renomados têm dito que há uma grande migração de crentes de várias tradições cessacionistas para igrejas pentecostais, justamente porque buscam o equilíbrio entre a pregação bíblica e o poder do Espírito. Afinal, nosso evangelho não é “somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza” (1 Ts 1.5).

Finalmente, a bem da verdade, estudiosos da Bíblia têm grande dificuldade de permanecer em igrejas que não pregam a sã doutrina, independentemente do meio utilizado para isso. Fica aqui um alerta para os líderes pentecostais: se querem que seus membros permaneçam, devem ter uma Escola Bíblica Dominical forte, cultos de doutrina em que se apresente, verdadeiramente, a exposição da doutrina etc. Caso contrário, não poderão se indignar contra a migração — ainda que em pequena escala — para igrejas reformadas.

Ciro Sanches Zibordi

Referências
SPROUL, R. C. Estudos Bíblicos Expositivos em Atos. 1. ed. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2017.
ZIBORDI, Ciro Sanches. Paulo: o Príncipe dos Pregadores. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2019.

32 comentários

Matos Afonso de Almeida nogueira

Cavinista prega muito é ruin, e não tem nada de evangelho genuino, quem contem evagelho genuino é a bíblia

Rai Oliveira

Durante muito tempo fui da AD sempre me dediquei a leitura e fui um dos fies de cristo pelo Pr. Ciro fui professor da escola dominical de jovens e adutos, e mediquei a aprender, logo ficou evidente o colapso que esta os pupitos das Assembleias de Deus, se perdeu o conteudo historico a cultura, as pregações se distanciaram de exposições biblicas para fins antoprocentrico assim como suas canções, confesso que infelizmente essa é a situção, hoje estou em uma igreja reformada e me sinto muito bem!

Perpétua nunes

Penso que atualmente existe duas vertentes predominantemente uma que se acha "dona" do ESPÍRITO SANTO DE DEUS manipulam os mais simples e de boa fé. Por outro lado está outra que parece ter p perdido a UNÇÃO DE DEUS porque não falam mais com a devida humildade como JESUS ensinou; logo não levam ninguém a conversão ao Evangelho. A verdade é que faz-se necessário a volta ao EVANGELHO DA CRUZ a verdade que salva e liberta . Voltemos à SANTA ESCRITURA A PALAVRA DE DEUS.

Levi Matos Marins

As igrejas reformadas tem um pacote de doutrinas caracterizados por defender: que Adão e Eva não existiram. Noé não existiu. Abraão não existiu. Moisés não existiu. O Êxodo não aconteceu. Davi não existiu. Por fim, defendem que o antigo testamento começou a ser escrito no ano 600 a.C. por um grupo de cananeus que fez uma coletânea de lendas do mundo antigo, inventou a história de um povo chamado Israel dizendo-se perseguidos. A AD tem que ficar distante destes grupos.

José Carlos dos Santos

Comentário interessantíssimo, pois nossas autoridades deveriam, tomar por base esta questão, e investir pesado nos Cultos expositivos da Palavra e na Nossa EBD, As vezes deixo de ir a cultos de festas, e fico em casa para estudar as lições Biblicas da Escola Dominical. Parabéns!!!

Mário Angelo Frade Monteiro

Excelente artigo, meus parabéns ao Pastor Ciro. Quero deixar minha humilde opinião, dizendo que precisamos preparar líderes, vejo muitos líderes despreparados teologicamente.

Igor Guimarães Avelino

Quero a chama pentecostal e a palavra reformada!Chega de divisões,,almas carecem!Esses 2 modelos de igrejas estão mergulhados no pecado,sem vida,sem amor...Voltemos a cruz!

Bernardino

irmãos;há tantos absurdos nos nossos dias,que perguntamos todos os dias:e Deus entra aonde? enquanto nos preocupamos com quem vai migrar para o calvinismo ou pentecostalismo diga-se de passagem isto é um absurdo e de uma carnalidade profunda provinda de uma falta de entendimento de mal gosto; foi Jesus quem foi crucificado e quem inseriu o cristianismo em nossos corações abandonemos a idolatria e preguemos ao mundo CRISTIANISMO já tá de Bom tamanho.

Rogério

Sou assembleiano desde os nove anos de idade, e afirmo com todas as letras que o público evangélico notadamente o assembleiano é muito facilmente manipulado, o assembleiano não é educado para questionar, para indagar como os Bereanos questionaram o que o apostolo Paula dizia, na verdade se você questiona alguma coisa que você percebe que está em desacordo com o que está na Bíblia, logo você é taxado como alguém que está fora da curva do sistema, o que me consola, é que ainda há 300 nesse meio.

Arildo Silva

Ótimo artigo . Parabéns pastor Ciro.

Edinei Siqueira

O que falta nas ADs é de pregações bíblicas (não só sermões expositivos). Conheço muitas pessoas que estão saindo das ADs em busca de pasto verde da Palavra. Nossos jovens e adolescentes estão fazendo questionamentos e já não suportam mais pastores mal informados e rasos de Bíblia. O que adianta termos uma Declaração de Fé de 1916, se a maioria dos pastores não gostam de ler e nem tem conhecimento desta Declaração?

Ciro Sanches Zibordi

Caro irmão Joares Junior, nossa Declaração de Fé em português foi lançada em 2017. Mas nossa Declaração de Verdades Pentecostais data de 1916. A CPAD a lançou em português num manual de Verdades Fundamentais editado por Stanley Hortoin e William Menzies na década de 1990. Nossas doutrinas fundamentais estão bem consolidadas. Não somos um povo em busca de uma teologia, como se pensa. Temos sim uma teologia. defendida há muitas décadas por expoentes assembleianos. Abraços. A paz do Senhor.

Alexandre Passos da Silva

Sempre fui membro da Assembleia de Deus e tenho muito carinho por ela, más é evidente que o número de pessoas insatisfeitas com pregações triunfalistas e de baixa qualidade tem crescido muito em nosso meio, é só observar. Por isso, não adianta pensar que tudo deve ficar como está e que o povo vai continuar engolindo tudo, é preciso agir para melhorar, pois caso contrário, corremos o risco de uma debandada cada vez maior rumo as reformadas. A luz de alerta já está acesa a muito tempo.

Joares Junior

Muito bom o texto pastor, segue minhas colocações: - o senhor não acha, como assembleianos que somos, que historicamente demoramos a conceituar e explicar as doutrinas pentecostais ao nosso povo? Um exemplo: apenas em 2017 publicamos nossa Declaração de Fé (a confissão de Westminster é centenária). Publicamos s no Mensageiro (Boa Semente) desde os anos de 1940 o "Cremos" mas o "povo" entendia aqueles 14 pontos (que viraram 16)? - Com relação a pregação expositiva, ela ainda não é muito comum em nossos púlpitos. O senhor no livro "Erros que os pregadores devem evitar" defende a pregação expositiva em um dos capítulos do 2 volume. Eu concordo com o senhor, que aqueles que participam da EBD, Culto de Ensino e Doutrina, dificilmente abandonam a Assembleia. Nossa denominação preza pelo ensino, no entanto, são poucos os membros efetivos que participam de todas essas atividades. Assim, será que essa migração que o pastor reformado colocou, não está relacionado aos assembleianos digamos " não-efetivos"? (Como o senhor aponta no texto). Será que não deveríamos incentivar os estudos bíblicos em grupos em casas, também em horários alternativos aos oficiais das congregações? Minha experiência como professor da EBD: diversos irmãos, com vários anos de caminhada, não entendiam os principais pontos da doutrina pentecostal arminiana que defendemos. Precisamos melhorar nosso discipulado bíblico doutrinário. A Paz.

Ildemar Berbert

Ao ler o artigo do Pr. Ciro Sanches, bem articulado e consciente do momento histórico em que vive a Igreja Evangélica Brasileira, gostaria de fazer algumas considerações.. 1. A pregação fiel da Palavra de Deus é um dever da igreja. A Exposição das Escrituras atende melhor a esse dever; 2. O momento da igreja brasileira é de amadurecimento e desejo de ouvir a palavra; 3. Brigas denominacionais enfraquece a igreja e fortalece o inimigo. Como pastor presbiteriano tenho tratado com zelo e respeito..

Gilson Herculino de Siqueira Filho Herculino

A paz. Concorda plenamente com seu artigo. Gostaria de acrescentar um detalhe: a liderança romana não aceitava uma reforma. A liderança como o irmão bem frisou não abre mão de mudanças, mas se Deus agir quem impedirá.

Ricardo Abdu

Inicialmente eu era um entusiasta das igrejas Pentecostais. Aquela alegria, aqueles ritmos me contagiava-me. Mas com o passar do tempo, como diz Paulo, precisei de uma “refeição mais sólida”, não mais aquela que era dada aos “meninos na fé”. E, infelizmente - ou felizmente -, só encontrei isso numa igreja tradicional, histórica, neste caso, na Luterana (IELB). Ali tenho alimento semanal, estudos profundos da palavra, e um culto com ordem e decência. Oremos, irmãos, uns pelos outros. Paz.

Jefferson de Freitas Moreira

Parabéns pr Ciro excelente exposição da realidade que muitos incautos e cristãos despreparados tem sofrido danos irreparáveis por abandonar a simplicidade e o poder das sagradas escrituras.um ano de busca e conhecimento da vontade do senhor Jesus Cristo para todos nós pois só assim jamais seremos enganados por falácias...

Valderi miguel

Muito bom o artigo

Sérgio Luis

Prezado pr. Ciro. A paz do Senhor. Seria o ORGULHO DENOMINACIONAL um pecado ? Se for, qual seria a consequência dessa prática? Paz à todos,Feliz Natal e um abeçoado ano novo.

Ronaldo Pimentel

Na verdade eles vem a chance de crescimento de suas igrejas já que a maioria é composta por poucos membros, um cristão fiel as escrituras e que recebe o poder de Deixem sua vida nunca irá trocar por una igreja que nega a continuação dos dons espirituais, não se importa com poder de Deus e em boa parte seus ministros são sim orgulhosos e arrogantes , embora eu reconheça a necessidade de priorizarmos mais o estudo das escrituras.

Marcelo

Fui de várias denominações,e sendo membro fui usado por Deus, algumas vezes de várias formas,mesmo nesses locais que pastores pregavam de várias formas incluíam até coisas que não estão nabiblia,esmo assim Deus atuava para salvar e curar.Mas quando ouvi as pregações dos reformadores, é como estivesse encontrado o queais precisava,a palavra genuína,a verdade sem usar artifícios e qualquer outra coisa para chamar a atenção ou aprisionar as pessoas com enganos,medo ou método de entretenimento.

Marcelo

Fui de várias denominações,e sendo membro fui usado por Deus, algumas vezes de várias formas,mesmo nesses locais que pastores pregavam de várias formas incluíam até coisas que não estão nabiblia,esmo assim Deus atuava para salvar e curar.Mas quando ouvi as pregações dos reformadores, é como estivesse encontrado o queais precisava,a palavra genuína,a verdade sem usar artifícios e qualquer outra coisa para chamar a atenção ou aprisionar as pessoas com enganos,medo ou método de entretenimento.

Jeremias

Ótimo e sensato comentário! A maioria dos reformados, em especial presbiterianos, possuem uma arrogância terrível, se acham donos da verdade. Não querendo desmerecer a importância histórica destas Igrejas, vale lembrar que na Idade média havia pouca luz. A maioria do povo não possuíam bíblias, grande parte eram analfabetos. Hoje como nunca na história a palavra está aí, ao alcance de todos. Eles zombam dos dons espirituais, das línguas estranhas, jamais um pentecostal instruído irá trocar a fé.

Cláudio Araújo

Esse texto mostra um azedume para com irmãos reformados quase a ponto de dizer que são hereges. A aceitação do calvinismo pela igreja brasileira, incluindo pentecostais, é um fato que só não vê quem não quer. E rótulos não trazem nenhuma importância espiritual. Importante é conhecer a Bíblia e não viver sob a opressão desses pastores pentecostais que aprisionam o povo e sigam o seu suor.

Alessandro

Paz, pastor Cyro. Achei interessante, o comentário que você trouxe, entre a migração de pentecostais, para às igrejas reformadas e vice versa. É natural, que pessoas não satisfeita com o ensino bíblico e cristocêntrico mude de igreja. Porém, Isso não quer dizer, que tal igreja, seja detentora da verdade. Um dos maiores erros de pregadores, é forçar uma interpretação do texto, conforme seu bel-prazer. Voltemos ao evangelho puro e simples!

YANES

Parabéns pastor

Josué de Souza Abolaro

ARTIGO MARAVILHOSO. MUITO ESCLARECEDOR. DEUS TE ABENÇOE PASTOR CIRO.

Maria Dalia Pereira da Silva

Eu aceitei JESUS lendo a biblia sozinha. Nenhum Teólogo pregou pra mim. Sigo ao Senhor á45 anos, passei 10 anos na igreja Presbiteriana, là aprendir a ler a biblia; fazer estudos biblicos em grupo. Muito bom. Mas pelo estudo da biblia cri no batismo do Espirito Santo . Gui batizada. Sentia um a chama para pregar e orar. Achei este clima ardente ba Assembleia de Deus. Estou là ate agora. Apesar de ser formada Em filosofia, pela universidade Federal do Maranhão. E estudar o pensamentos de muitos f

Josiele godinho

Sou pentecostal porém prefiro ouvir uma pregação expositiva que me ensine a palavra do que alguém que grite e fale em línguas todo o tempo quando n era batizada com o espirito santo n gostava de quem pregava falando em línguas e rodopiava levando a igreja as lágrimas mas depois daquilo tudo qual foi a mensagem o que aprendi nada Talvez os pastores pentecostais estão em falha no quesito palavra e notório um pregador que fique na mesmisse que n busca algo novo por isso a migração ao calvinismo

Daniel Fich

Texto fantástico! Só discordei da afirmação "Ambas, portanto, devem priorizar a pregação aos perdidos, e não o proselitismo", pois na verdade pregar aos perdidos é praticar o proselitismo, aliás, é através do proselitismo que se exerce o direito constitucional de mudar de religião.

Pb. Marcelo Matias

Concordo. Em 1 CO 2:1ad. Paulo diz que pregou com demonstração de Espírito e Poder. Não só ou com palavras persuasivas como os coríntios aderiram em sua cultura Helênica. Penso que migrar não é o caminhão "mais correto", e sim iniciar a mudança nas pregações na sua própria igreja. Qualquer um de nós podemos gostar de pregações expositivas, porém a evidência do poder de Deus é notório e não invenção humana. O próprio texto citado diz isto.

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Perfil

Ciro Sanches Zibordi é pastor, escritor, membro da Casa de Letras Emílio Conde e da Academia Evangélica de Letras do Brasil. Autor do best-seller “Erros que os pregadores devem evitar” e das obras “Mais erros que os pregadores devem evitar”, “Erros que os adoradores devem evitar”, “Evangelhos que Paulo jamais pregaria”, “Adolescentes S/A” e “Perguntas intrigantes que os jovens costumam fazer”, todos títulos da CPAD. É ainda co-autor da obra “Teologia Sistemática Pentecostal”, também da CPAD.

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