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Ciro Sanches Zibordi

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O islamismo é mesmo uma religião de paz e amor?

Ter, 17/11/2015 por Ciro Sanches Zibordi

Sempre que terroristas muçulmanos realizam atentados, a grande mídia sai em defesa do islamismo e, ao mesmo tempo, verbera — tácita ou explicitamente — contra o cristianismo. Isso ocorreu logo após o ataque às torres gêmeas, em Nova York (EUA), em setembro de 2001, e tem ocorrido na atualidade. No começo deste ano, depois dos ataques ao jornal Charlie Hebdo e a um mercado judeu, em Paris (França), a grande mídia tratou logo de dizer que o islã é uma religião de paz e amor e que é preciso combater a islamofobia.

Depois das atrocidades perpetradas por terroristas muçulmanos no dia 13 de novembro de 2015, também na capital francesa, não tem sido diferente. E o pior: há muitos formadores de opinião que, além de afirmar que os muçulmanos violentos são uma pequeníssima minoria, têm argumentado que os grupos terroristas — como os monstruosos Estado Islâmico (ISIS) e Boko Haram — seriam para o mundo islâmico o que a Ku Klux Klan é para a sociedade cristã!

Ora, os terroristas muçulmanos citam versículos do Alcorão e as tradições de Mohamed para justificar os seus atos, enquanto a Ku Klux Klan, quando comete um ato de violência racial, está, na verdade, afrontando os ensinamentos de Jesus Cristo! Na Bíblia Sagrada, no Antigo Testamento, há casos episódicos em que Deus ordenou que israelitas destruíssem certas cidades, mas em nenhuma parte das Escrituras vemos ordens gerais para o povo de Deus lutar contra os pagãos e impor a eles a sua fé. No Novo Testamento, aliás, não há nenhum incentivo à violência contra os não-cristãos, pois o Senhor Jesus ordena que os seus servos amem seus inimigos (Mt 5.38-48).

Diferentemente da Bíblia, o Alcorão claramente incentiva os muçulmanos a lutarem e a matarem os que se opõem ao islã: “matai-os onde quer que os encontrardes [...] e lutai contra eles até que não haja mais tumulto e opressão; que prevaleça a justiça e a fé em Allah” (Sura 2.190-3). “E se tu fores assassinado ou morrer, no caminho de Allah, o perdão e a misericórdia de Allah serão muito melhores do que todas as recompensas que poderias ajuntar. E se morreres, ou fores assassinado, ó, é para junto de Allah que serás levado” (Sura 3.157-8).

Veja de onde vem o incentivo para os terroristas islâmicos mutilarem e decapitarem pessoas: “Feri-os do pescoço para cima, e arrancai as pontas dos seus dedos. Isto por terem resistido a Allah e seu Mensageiro. Se houver qualquer relutância contra Allah e seu Mensageiro, Allah será severo em sua punição” (Sura 8.12-3). E ainda: “quando encontrardes os incrédulos, feri os seus pescoços; e então, quando os tiverdes subjugado por completo, amarrai-os com firmeza” (Sura 47.4).

Segundo o Alcorão, livro sagrado do islamismo, os judeus e os cristãos — chamados de os Povos do Livro — devem ser mortos: “Lutai contra aqueles que não acreditam em Allah nem no Último Dia [...] e que não conhecem a Religião da Verdade, dentre os quais os Povos do Livro” (Sura 9.29). E quem deixa o islamismo também é digno de morte: “mas àqueles que se tornarem renegados, persigam-nos e matem-nos onde quer que os encontrardes” (Sura 4.89).

Qualquer pessoa ou grupo de pessoas que se oponham ao islã, no campo das ideias, e critiquem Mohamed (Maomé) são dignos de morte, de acordo com o Alcorão. Em Sura 4.101 e 5.33 lemos: “Os incrédulos são para vós inimigos declarados”; “A punição para aqueles que lutam contra Allah e seu Mensageiro, e que lutam com poder e força para causar danos à terra é: a execução, ou a crucificação, ou a mutilação das mãos e dos pés de lados opostos, ou o exílio da terra: que a sua desgraça neste mundo e a punição severa se aplique a eles daqui por diante”.

Não é tudo isso que têm feito a Al-Qaeda, o Estado Islâmico, o Boko Haram e outros grupos islâmicos? Muitas outras passagens incentivam a violência e o terrorismo em nome de Allah: “lutai e matai os pagãos onde quer que os encontrardes, apanhai-os, cercai-os, e esperai por eles fazendo uso de todos os estratagemas” (Sura 9.5); “Não penseis naqueles que são mortos no caminho de Allah como se estivessem de fato mortos. Não, eles vivem, encontrando seu amparo na presença de seu Senhor” (Sura 3.169); “Aqueles que [...] lutaram ou foram mortos — verdadeiramente, Eu eliminarei deles as suas iniquidades e os admitirei em Jardins dotados de rios que jorram — terão a presença de Allah como recompensa” (Sura 3.195).

Como se vê, o Alcorão está recheado de ordens gerais contra os que rejeitam as imposições do islamismo, as quais incentivam e abonam a violência. Seria honesto, nesse caso, afirmar que o islamismo é uma religião de paz e amor? Seria coerente dizer que o islã é vítima de preconceito em um mundo em que a religião mais perseguida e massacrada é o cristianismo, cujos principais algozes são os muçulmanos? Afinal, por que se fala tanto de islamofobia, se o que mais existe, na atualidade, é a cristofobia?

Ciro Sanches Zibordi

16 comentários

Eliel Feitosa da silva

Saudações Fraternais O islamismo não tem nada de Pacífico. Estamos vendo na mídia o povo cristão sendo perseguidos E mortos por servir a Jesus. Vamos orar por nossos irmãos em Cristo. PrElielFeitosa Músico,Compositor,Teólogo e Educador pós graduado Em Gestão e Orientação Educacional e Docência do Ensino Profissional e Superior.

Ivan

Oremos pelos nossos irmãos perseguidos e pela salvação desses escravos de Alá. Sejamos, pela Graça do Senhor, fervorosos na propagação do verdadeiro Evangelho. Graça e Paz.

Ivan

Pena que por ignorância muitos cristãos e até mesmo muitos de "nossos lideres " afirmam que essa divindade pagã, a principal da Caaba, que o "profeta" elegeu como o "único deus" é o Deus da Bíblia. Mas uma evidência da tendência ecumênica dos últimos dias? Assim como todo bom veneno, o Islã tem uma camada de doutrina de moralidade e santidade.

Ivan

Já estamos sob uma perseguição velada. Por exemplo, na edição de setembro/2015, a Revista "Superinteressante", da Editora Abril, a matéria de capa foi "O extremismo evangélico". Mas, quando abordaram o Islamismo, disseram que o Islã é uma religião de paz e outras mentiras sobre a religião do deus sanguinário, anticristão e antissemita Alá (porque não falar também em deus da guerra ou da lua e da estrela).

Marco Aurélio Gonçalves Chaves

O Islamismo é a religião da Espada e o Cristianismo é a religião da Cruz.

Michelle

E ainda tem quem defenda o Islamismo? pelo amor de Deus quer dizer que quando se trata da perseguição aos Cristãos é normal deixa tudo debaixo dos panos mas quando se trata do islamismo é islamofobia? Deus que tenha misericórdia desse povo como disse o irmão acima esse alcorão é o próprio livro do diabo.

Antnio de Oliveira

Aqueles que vivem praticando tudo isto, são os que não conhecem o Deus verdadeiro, e podemos dizer que o mundo sem esse verdadeiro Deus, vivem nas mãos de outros deuses que não praticam o amor e sim a violência, que nós possamos orar, interceder e clamar a Deus por misericórdia.

josé wilson angelo

Sabendo q a alcorão é um só como os ñ radicais interpretam essas passagem que dão margens para os extremistas realizarem essas barbarias

Anderson Mendes

Infelizmente os " formadores de opiniões" tem obtido êxito, assim como os radicais Islâmicos em suas incursões.

Moisés salvaodr

É preciso está atento as opiniões dos "intelectuais". As ideias nazistas destruíram milhões e milhões de pessoas e, muitos loucos seguiram suas ideias, e o pior , ainda há quem defenda as mesmas. As ideias terrorista tem atraído muitos seguidores cegos. Infelizmente nessas religiões loucas não há espaço para o AMOR. E quem é o amor? . O apóstolo João define o amor dizendo: "Deus é amor.

Sérgio Luís

Pura verdade!

RICARDO

NAO! E SIM DE ODIO E MORTE, SO O QUE FAZEM COM A MULHERES E COM OS CRISTAO,NAO TEM NADA VER COM PAZ E AMOR.O ALCORAO E O PROPRIO LIVRO DE DIABO.

Não é uma religião de paz e amor. só demonstram paz e amor até serem maioria, enquanto são minoria usam uma estratégia de ajuda humanitária, como construir escola, hospitais, socorro aos necessitados etc. Mas em seguida quando já conquistaram um

Não se engane!

cleuza coldebella

SO POSSO DIZER PASTOR CIRO ,UMA COISA HORA VEM SENHOR JESUS .

Letícia Cavalcanti

É triste, lamentável, saber que o Cristianismo já está, por si só, enfraquecendo na Europa, sendo esquecido...como eu já ouvi notícias dizerem que está ocorrendo lá. Nós precisamos dar mais exemplo de cristãos verdadeiros, consagrando as nossas vidas mais a Deus.Não podemos deixar o verdadeiro Cristianismo morrer. Não podemos deixar nossos templos (físicos ou espirituais) serem destruídos para darem lugar a habitações do adversário de nossas almas, o que eu ouvi dizer que já ocorreu na Europa.

Letícia Cavalcanti

Aqueles formadores de opinião desonestos são tão convincentes que, agora há pouco, vendo o jornal, eu quase acreditei nos argumentos deles, esquecendo que já tinha lido algum artigo (creio que escrito no seu blog) dizendo que o Alcorão faz, sim, referências ao uso da violência quando necessário para se impor. Eu acho muito errado tentar se legitimar e se fazer aceito por meio de violência, praticando extremos de intolerância, em atitudes de ódio, substancialmente, ao Cristianismo.

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Perfil

Ciro Sanches Zibordi é pastor, escritor, membro da Casa de Letras Emílio Conde e da Academia Evangélica de Letras do Brasil. Autor do best-seller “Erros que os pregadores devem evitar” e das obras “Mais erros que os pregadores devem evitar”, “Erros que os adoradores devem evitar”, “Evangelhos que Paulo jamais pregaria”, “Adolescentes S/A” e “Perguntas intrigantes que os jovens costumam fazer”, todos títulos da CPAD. É ainda co-autor da obra “Teologia Sistemática Pentecostal”, também da CPAD.

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