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Ciro Sanches Zibordi

Ciro Sanches Zibordi

Romanos 9 é a criptonita dos defensores do livre-arbítrio?

Seg, 31/08/2015 por Ciro Sanches Zibordi

Muitos provocadores têm dito — de modo jocoso —, alhures, que Romanos 9 é a cliptonita dos que creem na doutrina bíblica do livre-arbítrio. Para quem não sabe, a criptonita é um mineral extraterrestre verde e sólido, radioativo, que no filme Superman é usada pelo vilão Lex Lutor na tentativa de destruir o homem de aço. Ao fazer ese gracejo, tais expoentes pretendem afirmar, de modo irônico, que a mencionada passagem refuta, de uma vez por todas, a ideia de que Deus leva em consideração a vontade humana para salvar o pecador (cf. Mc 16.15,16; Rm 10.9,10; Tg 4.8).

QUEM SÃO OS VASOS DA IRA?

Os oponentes da doutrina bíblica do livre-arbítrio apegam-se, sobretudo, a frases isoladas de Romanos 9, como a do versículo 16: “Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece”. De fato, essa passagem, isoladamente, parece sugerir que Deus ignora a livre-escolha humana. Mas observemos que, nesse versículo, o apóstolo Paulo não se refere ao “meio” pelo qual se recebe a salvação, e sim à “fonte” dela. Nesse caso, a ênfase de que a salvação não depende do que quer, e sim do compassivo Deus, não deve ser usada com a finalidade de rechaçar a livre-escolha humana, necessária, segundo a Bíblia, para o recebimento da salvação em Cristo (Jo 1.12; 3.16; Ef 2.8-10). A Palavra do Senhor afirma que — embora a salvação em Cristo seja somente pela graça — o ser humano pode rejeitar, pelo livre-arbítrio, essa dádiva divina (2 Pe 3.9; At 7.51; Rm 9.22).

Em Romanos 9 há outras frases que têm sido empregadas erroneamente, fora do seu contexto, por muitos a fim de pretensamente refutar a doutrina do livre-arbítrio, como as constantes dos versículos 21 e 22: “Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra? E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou os vasos da ira, preparados para perdição”. Entretanto, quando a Palavra de Deus menciona analogias com vasos, a ênfase costuma recair no fato de que, de acordo com a nossa resposta moral a Deus (cf. 2 Tm 2.20,21), o vaso poderá ser moldado ou desfeito nas mãos do Oleiro, como foi o caso de Israel, povo eleito de Deus (Os 8.8, ARC).

Quem lê atentamente Jeremias 18 percebe que o Senhor não ignora o livre-arbítrio. Ele mesmo disse ao profeta Jeremias, depois de fazer uma analogia com um vaso que se quebrou na mão do Oleiro: “Se a tal nação, contra a qual falar, se converter da sua maldade, também eu me arrependerei do mal que pensava fazer-lhe” (v. 8). Nesse caso, considerando que a Bíblia é análoga, os tais vasos da ira seriam os pecadores que provam da ira de Deus após terem permanecido conscientemente no pecado. Da mesma forma, os vasos de misericórdia seriam os pecadores alcançados pela misericórdia de Deus (Rm 9.23), ao crerem no Evangelho, que é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê (Rm 1.16).

Sem dúvida, os vasos da ira são objetos da ira divina, em última análise, porque se recusam a se arrepender. Daí o fato de Deus suportá-los com longanimidade (Rm 9.22), isto é, esperar pacientemente por seu arrependimento (2 Pe 3.9). Mesmo assim, estou consciente de que esse argumento não convencerá aqueles que se opõem à doutrina do livre-arbítrio, pois, para eles, os tais vasos da ira foram preparados para a destruição (ou perdição) antes da fundação do mundo. E, segundo eles, essa ideia é corroborada pela menção ao episódio envolvendo Jacó e Esaú, que já teriam nascido com seus destinos predeterminados.

POR QUE DEUS AMOU JACÓ E ABORRECEU ESAÚ?

De fato, os versículos 11 a 13 de Romanos 9 parecem mesmo apoiar a predestinação incondicional e fatalista, além de se opor à doutrina do livre-arbítrio. Afinal, essa passagem diz — aparentemente — que Deus amou Jacó e aborreceu (odiou, rejeitou) Esaú. Mas o que esses versículos realmente dizem, considerando que a Bíblia é análoga? Em primeiro lugar, o apóstolo Paulo não está falando de indivíduos! Jacó (Israel) e Esaú (Edom) representam duas nações. Basta lermos com atenção Gênesis 25.23 para chegarmos a essa conclusão: “E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor”.

Romanos 9, por conseguinte, não estaria apoiando uma eleição individual, e sim a eleição de dois povos. Ou seja, o que houve antes de os gêmeos Israel e Edom nascerem foi uma eleição corporativa, e não individual, pois a passagem em análise não diz que Deus odiou a pessoa de Esaú antes que ela tivesse nascido, nem que Ele amou a pessoa de Jacó antes de este ter vindo ao mundo! Prova disso é que o apóstolo Paulo não citou Gênesis 25.23, diretamente, e sim Malaquias 1.2,3, que alude aos povos israelita e edomita.

A frase “aborreci Esaú”, diante do exposto, não é uma menção à rejeição de um indivíduo — Esaú —, e sim à rejeição do povo edomita, em razão de seus terríveis pecados, como se lê em Números 20 e no livro de Obadias. Isso, porém, não denota que todos os edomitas estejam, de antemão, condenados em razão de pertecerem à nação de Edom (cf. Am 9.12). A Palavra de Deus afirma que os indivíduos de cada nação podem ser salvos (Ap 7.9). Não era Rute uma moabita, pertencente a um povo rejeitado por Deus?

Outra prova de que Romanos 9 alude à eleição de povos, e não à de indivíduos, está no início de Romanos 10: “Irmãos, o bom desejo do meu coração e a oração a Deus por Israel é para a sua salvação” (v. 1), o que está em perfeita sintonia com o que ensina a Epístola aos Romanos, como um todo, e toda a Bíblia. Deus, de fato, elegeu um povo como nação sacerdotal, Israel (Êx 19.5,6), e cada indivíduo, por meio do livre-arbítrio, deve receber a graça de Deus pela fé, a fim de que seja salvo (Rm 11.20). E isso também se aplica à Igreja, geração eleita, sacerdócio real, nação santa e povo adquirido (1 Pe 2.9,10).

Outrossim, o ódio de Deus a Esaú (Edom) precisa ser entendido de acordo com o sentido original da palavra usada para “odiei” (ou “rejeitei”), que, no hebraico, significa “amar menos”. Trata-se do mesmo termo aplicado ao sentimento de Jacó por Léia, inferior ao que nutria por Raquel: ele amava muito esta e “desprezava” aquela (Gn 29.30,31). O sentimento de Jacó por Léia, portanto, não era de ódio, como que querendo vê-la sofrer. Ele teve até filhos com ela! Mas Raquel era a sua preferida. No Novo Testamento, esse tipo de hebraísmo também ocorre em Lucas 14.26, texto pelo qual aprendemos que, para seguir ao Senhor Jesus, amando-o acima de tudo, é necessário amar menos (ou “aborrecer”) a família (Mt 10.37).

COMO ENTENDER O ENDURECIMENTO DE FARAÓ?

Outras frases que seriam consideradas por muitos teólogos a criptonita para quem crê na doutrina do livre-arbítrio estariam nos nos versículos 14 e 15 de Romanos 9: “Que diremos, pois? Que há injustiça da parte de Deus? De maneira nenhuma! Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia”. A citação de Paulo, aqui, refere-se ao endurecimento de Faraó (Êx 7.3,4) e é importante enfatizar que não foi Deus quem primeiro endureceu o coração de Faraó (Êx 7.13,14,22). Este se obstinou em seu coração (Êx 8.15), o qual permaneceu endurecido e obstinado, mesmo ante as pragas enviadas por Deus (Êx 8.19,32; 9.7,34,35).

O Senhor não ignorou nem anulou o livre-arbítrio de rei do Egito. Ele apenas confirmou o que o próprio Faraó desejava fazer (Êx 9.12; 10.1,20,27). E — como a Bíblia é análoga — isso se conforma ao que está escrito em Romanos 1.21-28 acerca da depravação dos gentios: “Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. [...] Pelo que Deus os abandonou às paixões infames [...] E, como eles se não importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm”.

Quanto ao endurecimento do coração de Faraó, fica claro, à luz da analogia bíblica, que o tal endurecimento, em definitivo, se deu em razão de ele ter se firmado cada vez mais em seu pecado, a cada praga enviada ao Egito. É como está escrito em Provérbios 29.1: “O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz, será quebrantado de repente sem que haja cura”. Portanto, Deus endureceu Faraó porque este escolheu opor-se à vontade do Senhor, mesmo ante as suas repreensões.

Finalmente, considerando que o termo hebraico usado para “endurecer” denota “fortalecer”, Deus apenas “fortaleceu” o desejo que já estava no coração de Faraó. Não foi Ele quem desejou que Faraó fosse obstinado, mas apenas o abandonou às suas paixões infames e o entregou a um sentimento perverso (Êx 8.15), posto que ele não se importou em ter conhecimento de Deus (Jo 12.37-50). Em Romanos 2.5, o apóstolo Paulo faz menção a essa dureza de coração ocasionada pelo próprio pecador, e não por Deus: “segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus”.

Diante do exposto, fica evidente que o texto de Romanos 9 não é a criptonita dos que creem no livre-arbítrio. Mas essa passagem — a bem da verdade — também não afirma que a salvação ocorra mediante obras. É claro que, por um lado, o ser humano, por si mesmo, nada pode fazer para salvar-se. Por outro lado, é inegável o fato de o Senhor ter dotado o homem de intelecto, sentimento e vontade, a fim de que ele receba ou não, pelo livre-arbítrio, a salvação (Jo 3.16-36; Rm 10.9,10; Ap 22.17, etc.).

Ciro Sanches Zibordi

35 comentários

Manassés Daudt

A Paz do Senhor pastor Ciro! Assim como os demais irmãos também o parabenizo pelo excelente texto. O artigo me ajudou reforçar as leituras que já havia feito, bem como expandiu outra perspectiva (em relação a analogia a Faraó). Mais uma vez, meus parabéns!!

paulo

PARA O ABENCOADO BRUNO JEFERSON ESSE( MAS) SEU E FORTE,PERGUNTO QUEM DEU A VC O PODER PARA CRER,SE Á FÉ É DOM DE DEUS. EFESIOS2:8 E EM ROMANOS FALA Q A FE FOI DA A CADA UM EAI COMO FICA?

Gabriel Victor

Parabéns Pr. Ciro por deixar claro que a Bíblia está acima de calvinismo e arminianismo em uma resposta a comentário, não me considero arminiano muito menos calvinista, só penso que os irmãos calvinistas deveriam amar mais a Jesus, o calvinismo tem levado muitos a idolatrar Calvino, é hora de parar com isso e se preocupar em buscar a Deus e a salvação dos perdidos, Calvino não foi melhor que Elias que era sujeito as mesmas paixões do que nós. Adorado seja o Senhor Jesus Cristo, não os homens!

Renan Rodrigues

“Depois da leitura da Escritura, a qual ensino, inculcando tenazmente, mais do que qualquer uma outra Eu recomendo que os Comentários de Calvino sejam lidos. Pois afirmo que, na interpretação das Escrituras, Calvino é incomparável, e que seus Comentários são para se dar maior valor do que qualquer outra coisa que nos é legada nos escritos dos Pais tanto que admito ter ele um certo espírito de profecia, em que se distingue acima dos outros, acima da maioria, de fato, acima de todos”. Jacobus Armi

Luís Felipe Nunes Borduam

Excelente explanação! Linguagem fácil e bem escrita. Quando temos maior comprometimento com o ensino claro das Escrituras sem forçar o texto a entrar em uma filosofia teológica predeterminada como o calvinismo tudo fica mais claro. Parabéns e a Deus toda Glória!

Daivid

Parabéns Pastor. Bela exposição.

Andson

Pastor Ciro, já que o senhor é um defensor das escrituras, nos explique as passagens que falam sobre predestinação e eleição. Por favor!

Ciro Sanches Zibordi

Caro Charles Simão, essa interpretação do admirável expoente Augustus Nicodemus Lopes é conhecidíssima. Afinal, ele é calvinista. Tenho amigos calvinistas, e todos eles defendem esse mesmo pensamento. Mas o meu entendimento sobre o "endurecimento de Faraó", como o irmão percebeu, é diferente, à luz da Bíblia, embora respeite tais expoentes. Que Deus o abençoe, amado irmão.

Charles Simão

Com relação ao endurecimento do coração do Faraó, é interessante observar que foi o próprio Augustus Nicodemos quem declarou em um video postado no You tube que "Deus não endurece nada que já não tenha sido endurecido". Saudações em Cristo.

Bruno Jeferson

Pr. Ciro louvo a Deus por sua vida. A cada dia que passa tenho visto inúmeros irmãos perdendo a comunhão entre si e até deixando a igreja por causa dessas questões. Sabe, é muito errado quando vemos o nome de Armínio ou de Calvino serem mais pronunciados que o de Jesus. Isso é uma forma de idolatria e sabemos bem o fim dos idólatras (1ª Co. 6.10. Creio piamente que a morte de Jesus foi SUFICIENTE para a salvação de todos, mas EFICIENTE para salvar somente os que Nele creem. Graça e paz

Julio Cesar

Parabéns pelo modo como o pastor sabe manejar a palavra para defender sua visão, precisamos que o povo de Deus sabia no que crê e no que não crê, e o porquê o faz. Apesar disso não consigo enxergar a visão arminiana sem ver nela o teísmo aberto... Como na parábola da vinha, Deus faz o que quer com o que ele criou. "Se nós acharmos que a nossa salvação depende de nós, nem que seja na íntima parte, nada conhecemos da graça de Deus" - Martinho Lutero. Abraço! Julio Cesar, Santa Bárbara - GO

Wladmir E. Gonçalves

A Paz do Senhor, pastor Ciro. Creio no livre arbítrio, porém creio que Deus pode exercer sua soberania de tal maneira que o ser humano fique impossibilitado de exercer um livre arbítrio. O caso de faraó citado em Romanos 9, ainda que Deus tenha fortalecido o desejo do coração de faraó, isto o impediu de exercer um livre arbítrio puro, coisa que não aconteceria se Deus tivesse quebrantado seu coração, ao invés de "endurecê-lo". Ressalto que creio em livre-arbítrio, mas neste caso, não se aplica.

Cesar Filho

Pr Ciro, Ótimo texto, parabéns também pela sua postura teológica priorizando a palavra e não a escola! Enquanto formos "Analfabetos Funcionais Teológicos" nunca vamos refletir sobre o "TEMPO" na percepção de Deus. Deus criou o TEMPO e não é subordinado ao TEMPO, ou seja, não existem "verbos" para Deus. Ser, Estar, não são aplicáveis a quem não é subordinado ao passado, presente e futuro, mas nós somos. A solução pra isso é refletir sobre o TEMPO! Cesar Filho, Fortaleza-CE

Aldemiro Walter

saudações, Pr Ciro. alegrei-me muito ao ler o artigo, uma vez que em nosso meio fazem-se necessárias mais obras sobre o assunto, escrito numa linguagem de fácil compreensão e que veio sanar algumas dúvidas, minhas, por exemplo. Deus abençoe

Ciro Sanches Zibordi

Respeito os irmãos calvinistas e arminianos. E tenho amigos nas duas escolas. Mas repito sempre que, como analista, não me considero nem arminiano nem calvinista, pois o meu objetivo é exaltar e priorizar a Palavra de Deus, e não escolas de interpretação. A teologia é o que os teólogos dizem da Bíblia. A Bíblia é a Palavra de Deus! Quanto ao termo "reformado", penso que ele não é de propriedade exclusiva dos calvinistas. Mesmo assim, prezo muito mais o adjetivo "transformado" (cf. Rm 12.1,2).

Jônatas

Pelo nível dos comentários aqui muitos irmãos tem que estudar bastante de teologia. A doutrina reformada não tem nada de herética, recomendo aos irmãos que estudem com menos parcialidade e mais profundidade a história da teologia, as escrituras e tenham desejo real de buscar a verdade. Quanto ao artigo, reflete claramente o ensino arminiano/wesleyano. Não acredito que deveriam haver dúvidas sobre esse texto pois fala de forma muito clara sobre a eleição individual e isso é inquestionável!

hosana dos anjos

Pr Ciro o sr é uma bênção. Suas explicações são muito esclarecedoras.Que o Evangelho continue sendo honrado por pessoas como o sr.

Sidnei

Pastor Ciro, Que texto maravilhoso! Como diz o Pastor e mestre Antônio Gilberto: "vem para o meio", "Não te desvie nem para a direita, nem para a esquerda", ou seja: fuja dos extremos! Creio que o seu texto reflete justamente este pensamento... Parabéns pelo "equilíbrio" ...

Fabio Paz

É pastor Ciro... haja paciência hein? Pessoas que, pelas suas palavras, mostram que não tem o mínimo de conhecimento bíblico para comentar... A CPAD poderia selecionar melhor esses comentários. Existem comentários que é só perda de tempo! Que Deus te abençoe pastor Ciro Sanches.

Ciro Sanches Zibordi

Bruno, quem cai no reducionismo é quem nega a analogia geral da Bíblia para defender que Deus condena pessoas ao Inferno por antecipação. O Deus soberano é amor e deseja que todos se salvem. Ele estabeleceu um plano para que TODOS tenham a oportunidade de ser salvos mediante fé e arrependimento. Isso é o que a Bíblia diz. Mas o predestinalismo condena até recém-nascidos "não-eleitos" ao Inferno, ignorando que, à luz de Apocalipse 20-22, todos os condenados ao Inferno o serão segundo suas obras.

Bruno

O autor conseguiu isolar versículos em uma suposta exposição de romanos 9. Além ignorar uma exegese sadia no texto, no qual evitaria muitos equívocos interpretativos, o autor cai no reducionismo e até desconhecimento da doutrinas da graça ao achar a eleição incondicional "fatalista"

Ciro Sanches Zibordi

Rodrigo Tavares Lima, o termo "livre" em "livre-arbítrio" não deve ser definido de modo isolado, pois não é independente, e sim parte do termo em apreço.

Jeremias

Me desculpem quem defende o Calvinismo na forma radical..,, Ao longo dos séculos esta discussão já provocou muitos estragos no cristianismo... Para quem não sabe Karl Marx que era de familia judaica, foi educado no Calvinismo... na juventude satanas aproveitou-se de sua mente confusa e o usou para idealizar a maior desgraça da humanidade O COMUNISMO! que provavelmente será o sistema do anticristo!

Ricardo Henrique

Pr Ciro sou um grande admirador do seu ministério, tenho acompanhado todas suas publicações. Parabéns pela clareza e a forma que expõem a verdade da palavra. DEUS SEJA LOUVADO PELA SUA VIDA. Mais uma coisa eu queria ver do Pr, sua participação no programa vejam só da Hit tv. Não sei se o Pr tem interesse em participar mais para que a apalavra de Deus seja exaltada queria sua participação.

Rodrigo Tavares Lima

O termo livre em conformidade com o famoso dicionário prático da língua portuguesa (AURÉLIO) tem o significado primário de: “aquele que não está sujeito a algum senhor”, “aquele que não está prisioneiro” etc. Mas graças a Deus que, tendo vós sido escravos do pecado... Fostes libertados do pecado, e vos tornastes escravos da justiça. Romanos 6:17-18.

Ciro Sanches Zibordi

Marcos David Muhlpointner: a) "Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (Jo 8.32); b) em Apocalipse 3.1-6 vemos uma igreja inteira rejeitada, inclusive seu líder, que estava "morto", mas alguns dali receberam menção honrosa de Jesus; eleição da Igreja é diferente da eleição individual; c) as pessoas não param de pecar porque ainda, apesar de salvas, não tiveram seus corpos glorificados; estude Romanos 13; Filipenses 3; 1 Coríntios 15; 1 João 2; quando pecamos, temos um Advogado.

Ciro Sanches Zibordi

Evandro Silva Herzog, respeito sua opinião, mas espero que o irmão tenha de fato lido o texto, no qual eu não desprezo a soberania de Deus. Mas não há como negar que o livre-arbítrio é uma doutrina bíblica cristalina. A iniciativa para a salvação é de Deus. A graça salvadora é de Deus. No entanto, o Senhor Jesus só salva A QUEM CRER, pois Ele não obriga ninguém a segui-lo. Antes, diz: "SE ALGUÉM QUER VIR APÓS MIM" (Lc 9.23). A Bíblia é a Palavra de Deus e está acima de calvinismo e arminianismo.

Marcos David Muhlpointner

Então, apenas algumas colocações. a. Jesus disse que as pessoas são escravas do pecado é que Ele foi ungido para libertar os cativos. Se somos livres, qual seria a razão de Ele dizer isso? b. Rejeitar um povo não seria rejeitar as pessoas que fazem parte desse povo? c. Já que aqueles que dizem que o homem tem livre-arbítrio, por que simplesmente as pessoas não param de pecar contra Deus já que são livres para isso? Até mais, Marcos.

Evandro Silva Herzog

Não concordo em dizer que Rm 9 a criptonita dos defensores do livre arbítrio, mas sim a Bíblia inteira, pois ela retrata um Deus Santo e Soberano diante de uma humanidade caída e afundada em pecado, esse mesmo Deus por meio da sua Graça e Misericórdia proveu o meio através de Cristo para nos resgatar da sua própria irá, Ele é o único que realmente tem o poder de escolha.

Sérgio Luís

Pr.Ciro,a paz do Senhor. Texto coerente e necessário, sobretudo, nesses últimos dias. Nossa denominação deveria se preocupar em fazer conhecido o nosso “cremos" ,e deixar de lado os temas “midiàticos".

Thiago

Muito bom texto pastor Ciro. Ficarei feliz em vê-lo na Consciência Cristã 2016. Que Deus continue a te usar. Abraço fraterno.

Andson

Aos defensores do livre-arbítrio, parabéns, que não queria ter esse poder né?

Caio Silva

Otimo texto Pr. Esses calvinistas estao insuportaveis e repetem mantras! Na logica deles Deus predestina e mesmo assim a culpa é do homem. Nao estou falando bobagens pq Augustus nicodemus,o idolo calvinista falou q a queda foi predestinada por Deus e que mesmo assim o homem tem culpa pelo pecado,Eu nao aceito essa HERESIA DESTRUIDORA! evangelho nao é loteria,toda pessoa pode crer atraves do Es que age em todos,até pq a vontade de Deus é q o impio se converta e mude!A do calvinista nao

Kayo Bruno

Muito bom! Não importa que argumentos usem, jamais acreditarei que Deus criou alguém para ser destruído independentemente de suas escolhas. Deus não nos trata como gado, que uns são separados para produção e outros pro abate.

Ana Lúcia Louback

Prezado Pr. Ciro Sanches, Em primeiro lugar, desejo expressar minha satisfação ao ler essa excelente exposição de verdades veementemente combatidas no meio cristão, calvinista, e já aceitas por muitos de nossos irmãos por lhes faltar uma firme postura crítica dos escritores bíblicos de confissão arminiana. Graças a Deus! Já era tempo de defender a coerente doutrina do livre-arbítrio. Parabéns! Deus o abençoe cada dia!

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Perfil

Ciro Sanches Zibordi é pastor, escritor, membro da Casa de Letras Emílio Conde e da Academia Evangélica de Letras do Brasil. Autor do best-seller “Erros que os pregadores devem evitar” e das obras “Mais erros que os pregadores devem evitar”, “Erros que os adoradores devem evitar”, “Evangelhos que Paulo jamais pregaria”, “Adolescentes S/A” e “Perguntas intrigantes que os jovens costumam fazer”, todos títulos da CPAD. É ainda co-autor da obra “Teologia Sistemática Pentecostal”, também da CPAD.

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