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Pr. César Moisés

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Assuntos relevantes em discussões infrutíferas — Parte 2

Ter, 08/01/2013 por

A despeito da informação de Jacques Barzun, como já é de se esperar, assim como o fluxo da história evidencia o atraso dos países emergentes em relação aos de primeiro mundo, se há por parte de alguns cientistas dúvidas legítimas e epistêmicas em relação à teoria de Darwin (ainda que, obviamente, isso não signifique um retorno a uma visão religiosa da existência da vida), é fato que em terras tupiniquins, mesmo com a onipresença proporcionada pela rede mundial de computadores, antes de os pensadores aventarem as lacunas que há na teoria da evolução, seguindo a tradicional e desprezível tendência de ser uma cópia dos Estados Unidos, primeiramente se experimentará o infrutífero embate entre criacionistas e evolucionistas. Eu nem havia terminado a consideração acerca da matéria que versa sobre o conflito criacionista e evolucionista no Brasil, quando adquiri a edição de dezembro da versão brasileira da Scientific American, e fui surpreendido com uma nova matéria sobre o assunto, intitulada “O problema com a ciência americana. Os Estados Unidos fizeram frente a governos autoritários de esquerda e direita. Agora podem estar enfrentando um desafio interno ainda maior” (Ano 11, Edição n° 127, pp.58-67). Em sua coluna-editorial “Ponto de vista”, o editor-chefe da Scientific American Brasil, Ulisses Capozzoli, destaca a referida matéria e, pelo título de seu texto, presume-se o tom do debate: “A Ciência sob Ameaça” (p.5). Nos dois últimos parágrafos do editorial, o autor afirma: “No Brasil, o obscurantismo criacionista ocupa espaço crescente em programas de rádio e televisão. Aqui, no entanto, com base no que relatam Otto (Shawn Lawrence Otto, autor do artigo acima citado) e os registros históricos americanos, não podemos embarcar em retrocessos que ameaçam seriamente comprometer o presente e o futuro de gerações inteiras”, e conclui: “Liberdade religiosa é uma coisa. Manipulação anticientífica, outra. Ou seja, são questões completamente diferentes” (p.5). Algo com que, se a questão for mesmo essa, concordo plenamente e posiciono-me ao lado de Capozzoli no combate a tal postura.

Na intrincada teia da existência humana que diferentemente das outras formas de vida que são, sobretudo, instintivas, precisa ser produzida com o auxílio não apenas da ciência, mas também da axiologia e muitas outras dimensões, o recente capítulo da quase centenária guerra ideológica estadunidense entre criacionismo e evolucionismo, foi ensejado pela eleição presidencial daquele país que, naquele momento era disputada pelo agora já reeleito presidente Barack Obama e o ex-governador do estado de Massachusetts, Mitt Romney. O primeiro, representante dos democratas e o segundo, dos republicanos, lados que, de acordo com o texto de Shawn Lawrence Otto, são responsáveis pelo que ele classifica de “negacionismo científico”, sendo que a “versão republicana” é considerada mais nociva “porque ataca a validade da própria ciência como uma base para as políticas públicas quando a ciência contradiz sua ideologia” (p.61). Segundo Lawrence Otto, alarmados com o domínio obscurantista estadunidense, no fim de 2007 ele, o “físico Lawrence M. Krauss, o escritor e diretor de filmes de ciência Matthew Chapman (que é trineto de Charles Darwin), o filósofo de ciência Austin Dacey, o escritor de ciência Chris Mooney, a bióloga marinha Sheril Kirshenbaum” decidiram “estimular um debate presidencial sobre a ciência” (p.60). Eles criaram o site sciencedebate.org que, seguindo o seu intento de sabatinar candidatos a cargos públicos em relação às demandas científicas, no ano passado, durante a eleição presidencial, demonstrou os perfis de Obama e Romney nesse quesito através das respostas dos respectivos candidatos a 14 questões científicas. 

Ouvir os que pleiteiam cargos públicos acerca de assuntos que incidem diretamente sobre as pessoas que serão lideradas é algo muito importante, pois como oportunamente defende Otto: “Numa época em que a ciência influencia cada aspecto da vida e em que a democracia se tornou a forma dominante de governo no planeta, é importante que eleitores pressionem autoridades eleitas e candidatos a explicitar suas visões sobre as grandes questões da ciência. Ao levarem esses temas ao diálogo público, os cidadãos poderão julgar se as lideranças têm a educação, sabedoria e coragem necessárias para governar num século orientado pela ciência e preservar a democracia para a próxima geração” (p.67). E tal deve ser assim principalmente pelo fato de que, uma vez mais, alinho-me ao autor na verdade de que “aqueles em posições de autoridade não têm o direito de impor suas crenças aos outros” (p.60). Eu acrescentaria apenas que aqueles que exercem liderança não podem, igualmente, impor a sua descrença (em algo específico, é claro, pois eles “creem” em outras coisas). A pesquisa com Obama e Romney foi motivada pelo saldo do negacionismo científico que, segundo Otto, em termos partidários demonstrou que entre os democratas “inclui a falsa crença de que vacinas provocam autismo”. Já o “negacionismo científico da ciência republicano nega falsamente a mudança do clima e a biologia evolutiva” (p.61).

Mas qual é a raiz do negacionismo científico norte-americano? É justamente nesse ponto que se encontra o interesse da publicação do texto de Otto na edição de dezembro da versão brasileira da Scientific American. O que os editores tupiniquins querem exemplificar é que assim como o “movimento anticiência americano não passou das margens para o centro da sociedade do dia para a noite” (p.66), tendo ao longo de um século adquirido força no discurso político através de evangélicos que ocuparam posição de liderança pública, algo semelhante pode acontecer em nosso país. Aliado ao fenômeno da ascensão de religiosos à política estadunidense, segundo Otto, com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, “a ciência voltou a brilhar” e, após a guerra, com o “contínuo investimento federal em ciência” houve então um efeito colateral: “Cientistas não precisavam mais chegar ao público ou participar da conversação cívica para obter recursos para pesquisa. Eles consequentemente começaram a se retirar do diálogo público nacional para se concentrar mais intensamente no trabalho e na vida privada. Cresceram os sistemas de titular de cátedra nas universidades, que desestimulavam fortemente a abertura pública, e os cientistas passaram a ver o envolvimento político e cívico como um risco profissional” (p.66). Como as “persistentes campanhas contra a evolução levaram muitos cientistas para o Partido Republicano” (obviamente temendo pelo “emprego”), o resultado, de acordo com Otto, não poderia ser outro: “Enquanto a voz da ciência se calava, a voz do fundamentalismo religioso ressurgia. A inquietude moral em relação à bomba atômica levou muitos a prever que o mundo logo acabaria e surgiu uma nova onda de evangélicos fundamentalistas. ‘Por toda a Europa, as pessoas sabem que o tempo está acabando’, disse um jovem pregador carismático chamado Billy Graham em 1949” (p.66).

Ao historiar o que chama de negacionismo científico, Otto afirma que como os “revesses da ciência cresceram junto ao público mais amplo”, ou seja, tornaram-se conhecidos pelo povo com um viés religioso (questões relacionadas, sobretudo, ao controle do processo reprodutivo), e os “percalços industriais deram origem a uma nova ciência regulatória para a saúde e o ambiente” (p.66-67), originaram-se então restrições e tais “restrições cada vez maiores”, diz Otto, “levaram as indústrias mais antigas nas áreas de química, petróleo e farmacêutica a proteger seus interesses, opondo-se a novas regulamentações” (p.67). Essa atitude formou uma “aliança natural com os grupos emergentes de fundamentalistas religiosos que resistiam ao ensino da evolução” (p.67). Tal “aliança anticiência”, conforme Otto, “define amplamente os partidos políticos hoje e ajuda a explicar por que, de acordo com uma pesquisa de 2009, nove em cada dez cientistas que se identificaram com um grande partido político disseram que são democratas” (p.67). O mesmo autor diz então que o “casamento do dinheiro industrial com valores fundamentalistas renovou o poder do fundamentalismo no debate público, e as iniciativas contra o ensino da evolução nas escolas públicas reapareceram em vários estados” (p.67). Otto afirma que tais ações são levadas a efeito por legisladores estaduais evangélicos e cita que a “plataforma do Partido Republicano do Texas se opõe ‘ao ensino de... pensamento crítico e programas semelhantes que... têm o propósito”, segundo eles, “de desafiar as crenças fixas dos estudantes e minar a autoridade dos pais” (p.67). À parte o fato inegável de Otto ser claramente pró-Obama, é preciso considerar o absurdo pronunciado, por exemplo, pelo republicano Todd Akin, político que “integra o Comitê de Ciência, Espaço e Tecnologia da Câmara, responsável por boa parte do empreendimento federal em ciência nos Estados Unidos”, e que, segundo Otto, disse ter ouvido de médicos que “a gravidez por estupro é extremamente rara porque ‘se é um estupro legítimo, o corpo feminino tem formas de bloquear toda aquela coisa’” (p.66).

 

A versão brasileira do recrudescimento do antagonismo entre criacionistas e evolucionistas

Esse, sem dúvida, é um dos maiores entraves encontrados nas discussões. No afã de defender um valor, seja ele moral ou religioso, muita gente conservadora diz impropérios e corrobora com o lugar-comum alimentando a visão popular de que ser tosco é uma exclusividade de religiosos. Para muitos pensadores tupiniquins, o caso brasileiro assemelha-se em vários aspectos ao negacionismo científico norte-americano, pois, como já referido por Ulisses Capozzoli, em nosso país o “obscurantismo criacionista ocupa espaço crescente em programas de rádio e televisão”. Quem é que fala sobre criacionismo em rádio e televisão? Após as declarações do secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, no Fórum Social de Porto Alegre (RS), realizado em 27 de janeiro de 2012, que, entre outras coisas, teria dito que os evangélicos são “conservadores que têm uma visão de mundo controlada por pastores de televisão”, não fica difícil imaginar quem seja. Na realidade, a postura crítica de Ulisses Capozzoli acerca das ingerências de religiosos em uma educação que, devido o trabalho dos jesuítas através do Ratio Studiorum no período de nossa colonização já é suficientemente influenciada pela religião cristã e nada tem de secular, vem sendo expressa há algum tempo. No texto “Sobre pastores e astrólogos”, publicado na edição 611 do Observatório da Imprensa em 15 de agosto de 2011, por exemplo, em um seminário de divulgação científica, Capozzoli demonstrou a sua indignação ao ouvir de um dos palestrantes que, por frequentarem “determinado espaço dedicado à ciência — influenciadas pelo criacionismo e interpretações fundamentalistas religiosas do mundo —”, crianças desdenhem da “científica idade do cosmos”.

Analisando por ângulos diferentes, é possível dizer que o editor-chefe da Scientific American Brasil, está certo e errado. Assim, sobre o desdém das crianças acerca “de o universo ter a idade aproximada de 14 bilhões de anos” e de essa ser uma “informação que os jornais divulgam quase diariamente”, é justificável a preocupação de Capozzoli, pois “antes de estarem criticamente maduras para uma apreciação sensível, inteligente e promissora da natureza, estão mentalmente dominadas pelo dogmatismo de fundo religioso que ameaça retroceder o pensamento a uma repugnante idade das trevas”. Se por um lado há evidências razoáveis acerca da “idade científica do universo”, por outro não há nenhum livro sagrado que forneça esse dado e mesmo que tivesse, seria um absurdo e algo extremamente despropositado. O grande problema é o que vem na sequência. Pelo fato de o palestrante referido por Capozzoli ter dito que respeitava esse tipo de interpretação e, no instante seguinte, ter feito críticas à astrologia, motivou o autor a questionar retoricamente que “se ele aceita ideias arcaicas e sem sentido, promessas despudoradamente falsas e ‘milagres’ deslavadamente mentirosos que uma legião de ‘pastores’ propaga diuturnamente em programas de rádio e TV, por que criar caso com a astrologia?” Capozzoli então responde: “A resposta, a meu ver, é simples e direta: covardia e ausência de integridade científica”. E emenda: “Estou me referindo a uma tendência, visível a olho nu, de se ‘respeitar’ farsas que são verdadeiros casos de polícia, envolvendo estelionato, entre outros crimes, mas ao mesmo tempo não perdoar astrólogos”.

Depois de dizer que não estava “defendendo nem atacando astrólogos e a astrologia”, e sim comparando pastores e astrólogos, Capozzoli foca de maneira muito específica o ponto que pretende destacar em sua crítica: As igrejas evangélicas, representadas pelos seus líderes, em suas programações de rádio ou televisão “manipulam a fé das pessoas” e, tais instituições, “cada vez mais concebidas como uma rentabilíssima atividade — à custa da miséria material e filosófica de boa parte da população — costumam reagir com a veemência típica de criminosos farsantes e abusadores da fé como forma de proteger seus negócios hediondos”. Uma vez que os “astrólogos, para usar uma expressão cotidiana, estão ‘pouco se lixando’ para o que dizem astrônomos e outros cientistas” e, justamente por isso, de acordo com o mesmo autor, “não são nenhuma ameaça”, o mesmo não se pode dizer de “igrejas que costumam saquear financeiramente um número desconhecido de vítimas”. Não obstante a questão levantada por Capozzoli, de que a “manipulação da religiosidade de cada um talvez seja a culminância do abuso e desrespeito profundos, camuflados sob uma pretensa liberdade religiosa que, na realidade, acoberta, entre outras coisas, uma negociata política, nefasta à sociedade como um todo”, sua motivação para tratar do assunto da ingerência evangélica nas discussões científicas é que esta “é uma questão profundamente afeita à ciência e à produção do conhecimento científico com base na ética, na estética e na história”. Assim, aludindo à obra de Carl Sagan que trata da ameaça à ciência, Capozzoli afirma que, seguindo as pistas deixadas por Sagan em O mundo assombrado pelos demônios, “talvez esteja na hora de se refletir um pouco mais sobre quais são, neste momento, as verdadeiras ameaças à ciência e à humanidade”.

Não sei se a iniciativa de publicar o texto de Lawrence Otto na edição de dezembro da Scientific American Brasil e a reação de Ulisses Capozzoli no editorial sejam respostas à crescente onda de eventos criacionistas que vem acontecendo em nosso país (De 17 a 20 desse mês no Unasp (Centro Universitário Adventista de São Paulo) Campus de São Paulo, ocorrerá o 7° Encontro Nacional de Criacionistas, sob o tema: “Criacionismo: Nas fronteiras da ciência com a religião”), algo que se não tiver apenas um cunho apologético contribui para o adensamento das questões, ou se a crítica diz respeito às opiniões com pretensão de “verdade científica” emitidas por pregadores que pululam aqui e acolá. O maior erro de Capozzoli talvez seja o de, como disse o teólogo espanhol Andrés Torres Queiruga, “comparar o pior com o melhor, ou seja, a hipocrisia religiosa com a honestidade arreligiosa”, pois, na verdade, “a comparação deve fazer-se em paralelo: autenticidade com autenticidade” (Recuperar a criação, p.185). Quanto à manipulação do sagrado por inúmeros grupos religiosos evangélicos, seja na televisão, no rádio ou “ao vivo”, ele indiscutivelmente está certo. A respeito da forma pretensiosa e arrogante como pregadores pretendem discutir teorias científicas, idem. Agora, como divulgador da ciência, Capozzoli deve igualmente posicionar-se de forma honesta reconhecendo as lacunas que existem na teoria da evolução, dando o direito de as crianças saberem distinguir entre fato (a realidade, tudo que existe) e teoria (tentativa de explicação do fato, da realidade, de tudo que existe). Pois, para responder ao texto dos pesquisadores da UEL (edição n°126, Scientific American Brasil de novembro/2012, pp.78-79), uma vez que existe diferença entre uma teoria científica e uma concepção religiosa, o evolucionismo não pode ser transformado em um dogma inquestionável como o criacionismo.

Assim, os dados levantados na pesquisa realizada pelos acadêmicos da Universidade Estadual de Londrina dando conta de que dos 920 estudantes universitários “55% dos entrevistados admitiram aceitar a evolução e que, segundo declararam, isso não descarta a crença deles na existência de Deus”, cotejados com a pesquisa realizada por Bizzo (2012) e referida por eles, envolvendo “2,3 mil estudantes do ensino médio de todo o Brasil, com uma média de idade de 15 anos”, cujo “estudo revelou que, para mais de 70% dos entrevistados, a religião não os impede de aceitar a evolução biológica”, tais números, obviamente, conforme admitido no texto assinado a oito mãos, “podem ser uma indicação de que os jovens brasileiros são flexíveis o suficiente para conciliar sua fé com o conhecimento científico” (p.79). Nesse particular e no sentido de construir uma sociedade mais solidária, é preciso admitir, há mais maturidade nos adolescentes do que em pregadores e cientistas que se acreditam inquestionáveis em seus arrazoados religiosos com pretensões científicas e em teses científicas com pretensões religiosas. Um assunto tão importante como a origem e o desenvolvimento da vida, acaba transformado em arenga ideológica num cabo de guerra que não promove a humanização do conhecimento nem produz dignidade humana. Surpreende ainda mais a conclusão dos pesquisadores da UEL ao dizerem que a “astrobiologia ou exobiologia (estudo da vida fora da Terra)” que “é uma ciência multidisciplinar, intimamente ligada às questões sobre a origem e evolução da vida na Terra e no Universo, talvez” utilizada como uma “força-tarefa na divulgação do que é ciência, suas limitações, seus avanços, utilizando os meios de divulgação existentes, em linguagem acessível ao público em geral, possa contribuir para uma sociedade mais crítica quanto a esses assuntos” (p.79). Estranho, mas o que está sendo sugerido é a troca de uma crença por outra!
 

Continua na próxima coluna.



 

 


 

2 comentários

Nivaldo de Jesus Moreira

valeu Amigão! muito boa a matéria, fica na paz.!!!

ADER TEIXEIRA DE OLIVEIRA

A PAZ DO SENHOR JESUS SEJA CONTIGO! USO DESTE ESPAÇO SIMPLESMENTE PARA PARABENIZA-LO PELO EXELENTE TRABALHO REALIZADO NESSES DIAS AQUI EM GOIOERÊ NO SEMINÁRIO, TIVE A OPORTUNIDADE DE VISLUMBRAR UMA SITUAÇÃO REAL NOS NOSSOS DIAS ATUAIS EM NOSSA DENOMINAÇÃO, E TENHO A CERTEZA DE QUE DEUS ESTÁ NESSE NEGOCIO, CREIO QUE MESMO NA VELOCIDADE EM QUE ESTAMOS INDO HAVERÁ UM PIT-STOP E O ESPIRITO SANTO FARA ESTA MANUTENÇÃO EM NOS, CONTINUE FIRME FALE TUDO QUE DEUS TEM TE COLOCADO AO TEU CORA

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Perfil

César Moisés Carvalho é pastor, pedagogo, chefe do Setor de Educação Cristã da CPAD e professor universitário. É autor de “Marketing para Escola Dominical”, que ganhou o Prêmio Areté da Associação de Editores Cristãs (Asec) de Melhor Obra de Educação Cristã no Brasil em 2006, e do romance juvenil “O mundo de Rebeca”; e co-autor de “Davi: As vitórias e derrotas de um homem de Deus”, todos títulos da CPAD.

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