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Pr. Antonio Gilberto

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Vida abundante (6ª parte): Discípulo

Qua, 30/10/2013 por Antonio Gilberto

 

Jesus ordenou que seus discípulos ensinassem e fizessem discípulos (Mt 28.19,20). Jesus não mandou-nos “fazer crentes” – isso só Ele pode fazer. Ele mandou-nos “fazer discípulos”, e para isso Ele nos capacita.

No seu ministério, Jesus investiu tudo em “fazer” 12 discípulos (e outros mais), daí podemos ver a importância e o alcance de sua ordem “fazei discípulos”. Enchemos igrejas de quantidade de crentes, mas Jesus conta primeiro com a qualidade de crentes. Quantidade tem a ver com o novo nascimento, novos convertidos. Qualidade tem a ver com discipulado, como está exposto aqui.

Ser discípulo de Jesus, como ensina o Novo Testamento, não é apenas ser um aprendiz do Senhor, mas primeiramente ser um seguidor do Senhor. O crente, uma vez nascido de novo, precisa crescer para a maturidade cristã; é o discipulado. As condições básicas para ser discípulo de Jesus são prioridade quanto a Jesus, em relação a quaisquer outras pessoas (Lc 14.26 – “não pode ser meu discípulo”; ver também Mt 10.37); cruz própria em relação ao seu “eu” (Lc 14.27 – “não pode ser meu discípulo”; cf. também Lc 9.23; 1Co 15.31); e renúncia pessoal “a tudo quanto tem” (Lc 14.33 – “não pode ser meu discípulo”).

O verdadeiro discípulo segue a Jesus, seu Mestre, em qualquer momento, em qualquer local e em qualquer situação (Mt 8.23 – Nessa passagem, foi o barco no qual Jesus entrou: “entrando Ele no barco”. O discípulo deve entrar onde Jesus entra).

O discípulo de Jesus tem poder latente outorgado por Ele (Mt 10.1; “poder”, nesse versículo, é literalmente autoridade).

O discípulo de Jesus é em si mesmo humilde (Mt 10.42 – “pequenos”). Esse versículo também revela que quem ajuda um discípulo do Senhor será recompensado por Ele.

O discípulo não se dirige a si mesmo como ele quer; ele deve ser dirigido pelo Senhor (Mt 11.1: “acabando Jesus de dar instruções aos seus doze discípulos”).

Os discípulos têm fome e precisam comer a comida disponível no momento (Mt 12.1), mas comida saudável, e de boa procedência.

Os discípulos de Jesus são, pelo povo, acusados e criticados (Mt 12.2; Lc 5.30). Qual deve ser a nossa atitude para com os críticos, oponentes e acusadores?

Os discípulos de Jesus recebem dEle pão espiritual para alimentar o povo (Mt 14.19,20; 15.36,37). Que comida estamos fornecendo ao povo faminto da Palavra de Deus? Quem alimenta será também alimentado por Deus (Mt 14.20b – “alcofas” –; 15.37b – “cestos”).

Discípulos do Senhor não são infalíveis; eles podem equivocar-se (Mt 14.26). Você que é discípulo pode equivocar-se, pode eventualmente estar equivocado em algum particular. Há discípulo que se esquece de estocar alimento (Mt 16.5). “Há ainda semente no celeiro?” (Ag 2.19).

O discípulo de Jesus tem sua própria cruz (Mt 16.24 – “tome sobre si a sua cruz”). Portanto, não há verdadeiro discípulo sem cruz. Não é a cruz dos outros; é a sua própria (Mt 10.38; Lc 9.23; 14.27).

O discípulo de Jesus é diferente da multidão (Mt 23.1: “Então falou Jesus à multidão, e aos seus discípulos”). Ser diferente da multidão requer abnegação e renúncia de muita coisa da nossa parte. “Não seguirás a multidão para fazeres o mal” (Ex 23.2; 12.38).

Quem é discípulo de Jesus não deve andar murmurando (Mt 26.8-13). Muitos discípulos de Jesus deixam-no e fogem, quando em prova (Mt 26.56; Jo 6.66). Há discípulos de Jesus que são ricos, mas não é fácil (Mt 27.57). E discípulos também recebem mensagens de Deus através de mulheres que Ele usa (Mt 28.8). Discípulos também aprendem com Jesus, a sós com Ele, em particular (Mc 4.34).

É dentre os Seus discípulos que Jesus faz escolhas de pessoas para trabalharem na Sua seara (Lc 6.13). E pode haver escolha entre os escolhidos (1Sm 10.9). O discípulo experiente e amadurecido primeiro esforça-se para ser, para então fazer (Lc 6.40; Mt 20.25; Jo 14.12).

O discípulo com Jesus no barco pode, com toda segurança, partir (Lc 8.22 – “e partiram”).

Discípulo deve cuidar de organização no trabalho do Senhor, mas conforme as ordens de Jesus (Lc 9.14,15). Jesus deixa de operar milagres em muitos lugares por causa da desordem (1Co 14.40).

O discípulo de Jesus aprende a orar com Ele (Lc 11.1). Vemos em Jesus:

1) O ato de orar: “Estando Ele a orar”;

2) O lugar de orar: “Num certo lugar”;

3) O tempo de orar: “Quando acabou”;

4)  O modo de orar: “Dizei: Pai santificado seja o seu nome; venha o teu reino”;

5) O exemplo de orar: “Como também João ensinou aos seus discípulos”;

6) O Imperativo de orar: “Quando orardes (...)”. Jesus não disse “Se orardes”, mas “Quando orardes”, mostrando que devemos sempre orar.

Quem convida Jesus para um evento deve convidar também os seus discípulos (Jo 2.2: “foi também convidado Jesus e os seus discípulos para as bodas”). O verdadeiro discípulo permanece fiel à Palavra, à doutrina (Jo 8.31).

O discípulo do Senhor torna-se conhecido pelo seu amor aos outros discípulos (Jo 13.35; 1Jo 3.14). O discípulo é produtivo; ele dá fruto para Deus (Jo 15.8). E crescendo o número de discípulos, pode brotar também a murmuração (At 6.2). O aumento do numero de discípulos depende do aumento da Palavra (At 6.7). A Palavra de Deus tem poder de gerar, de criar (1Pe 1.23). Discípulos do Senhor não nascem discípulos, são feitos discípulos (At 14.21). O discípulo antigo deve continuar como “discípulo”, mesmo que se torne um obreiro de elevada posição e destaque na obra de Deus (At 21.16 – “discípulo antigo”).

Em Mateus 10.1,2, o “discípulo” vem primeiro (v.1), e depois o “apóstolo”, apesar de serem as mesmas pessoas. Veja também Lucas 6.13.

5 comentários

sulamita ribeiro

Eu louvo a Deus pastor pela sua vida, e continuarei a orar pelo senhor e sua família. fique na paz!

clediomar oliveira souza

Louvo a Deus pela a sua existência e pela a sua luta em busca de conhecimento e que os mesmo são repassado a nós de forma singular e abençoadora gostei de ter lido este artigo que me faz lembrar o papel do verdadeiro discípulo de Jesus. Paulo Ramos- Ma

Deusimar Barbosa de Sousa

Pr. Antonio Gilberto, meu nome é Deusimar Barbosa, sirvo ao Senhor Na Assembleia de Deus em Lago da Pedra (MA), sou seu grande admirador, tenho sido muito abençoado através de seu ministério do ensino da Palavra de Deus, tenho escrito muitos artigos e livros, mas ainda não tive a oportunidade de vê-los publicados, gostaria que o senhor me desse conselhos a esse respeito, ficarei muito grato e feliz.. Que Deus abençoe. Amém.

Willians carvalho barbosa

Glória a DEUS para todo o sempre por sua vida pr. Antonio Gilberto, que ainda hoje temos pastores que se preocupam com o puro leite que é a palavra sem mistura, quando penso que não ha mais remanescente como meu querido pastor Edson Alves . Lendo esse artigo seu tenho grandes recordações do meu pastos que doou sua vida pelo evangelho aqui na cidade de manaus

Érica

Bênção de Deeeus, muito edificante! Graça e Paz

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Perfil

Antonio Gilberto é consultor doutrinário da CPAD, membro da Casa de Letras Emílio Conde, mestre em Teologia, graduado em Psicologia, Pedagogia e Letras, membro da diretoria da Global University nos Estados Unidos e autor dos livros “Mensagens, Estudos e Explanações em 1 Coríntios”, “O Calendário da Profecia”, “O Fruto do Espírito”, “A Bíblia: o livro, a mensagem e a história”, “A Prática do Evangelismo Pessoal”, “Verdades Pentecostais”, “A Bíblia através de séculos”, “Crescimento em Cristo” e “Manual de Escola Dominical”, todos títulos da CPAD, sendo este último o seu maior best-seller, com mais de 200 mil exemplares vendidos.

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